<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971</id><updated>2012-02-17T05:33:22.231+01:00</updated><title type='text'>O Modo de Ser</title><subtitle type='html'>Antigas memórias, petites-perceptions, a morte, a música, Eros, interpretações sobre o estar-aqui, o que se põe à distância para que se dêem encontros, morais e ilusões, elenco de ódios e vontade de poder! (deuulgarieloquentia@gmail.com)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omododeser.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7017531397475659516</id><published>2009-02-04T00:51:00.003+01:00</published><updated>2009-02-04T01:44:50.634+01:00</updated><title type='text'>o hóspede inquietante</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYjkPTHfQoI/AAAAAAAAAGA/vsbD_mQckw8/s1600-h/3b3dce8aef6331e786b94c02876794b2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298735913082241666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYjkPTHfQoI/AAAAAAAAAGA/vsbD_mQckw8/s320/3b3dce8aef6331e786b94c02876794b2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; A opinião publicada e radiodifundida dada em Itália (e também chegou a Portugal) a &lt;a href="http://roma.repubblica.it/dettaglio/Indiano-picchiato-e-bruciato-confessano-in-tre-Uno-ha-16-anni/1584111"&gt;este&lt;/a&gt; acontecimento dramático parece-me ter-se inflamado no discurso do racismo e da xenofobia, quando na verdade a sua explicação está numa outra linha interpretativa, mais abrangente a até denotando uma razão mais perigosa, porque mais silenciosa e mais insidiosa (osa osa osa). O ataque ao pobre sem-tecto foi feito por uns jovens vindos de uma noite de copos e drogas. Agir por racismo e xenofobia significa atacar o emigrante porque ele é estrangeiro, mas aqui parece-me que ele foi atacado simplesmente porque ele é vulnerável. Lendo o que a investigação tem determinado, tudo leva a crer num mero impulso do momento. “Queríamos apenas divertirmo-nos um pouco e dar um final excitante a nossa noite”, dizem eles. Ora o que aqui actua não é ódio racial ou descriminação, porque não há essa intenção explícita no ataque. Acontece que o ataque é uma &lt;em&gt;consequência&lt;/em&gt; da sua condição de emigrante, que a vida deixou desamparado e vulnerável, mas para o ataque ser xenófobo a sua nacionalidade estrangeira teria de ser a&lt;em&gt; causa&lt;/em&gt; do evento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Os agressores agiram sobre o vulnerável (que também podia ser italiano) e não sobre o emigrante. O que está na base deste e de outros episódios, e por aqui todos os dias é uma mão-cheia de homicídios absurdos e violações, é… o Hóspede Inquietante, expressão com a qual Nietzsche apelidou o niilismo, a total ausência de valores. É o fazer tudo como se tudo se anulasse no próprio momento em que acontece, porque a nada esses jovens tem que responder, a nada tem que obedecer, a começar pela sua própria consciência moral (discorso da rompipalle, seguramente). Esses zombies charrados deambulam pelas cidades sem respeito a nada a não ser a um hedonismo vazio e autodestrutivo, e daí as suas acções violentas terem uma explicação mais próxima da desorientação psíquica que da desagregação das estruturas sociais, ainda que, admito, esta exista e potencie em grande medida a persistência de uma desorientação moral. O que está na base de eventuais reais actos de racismo e xenofobia é portanto esta instalação de um hóspede silencioso e invasivo, que desencadeia violência racista, mas que tem uma causa que, essa sim, deve ser combatida, pois a sua anulação tem consequências positivas mais abrangentes.&lt;br /&gt;Em Portugal a situação não é nem melhor nem diferente. Seria muito importante, julgo, traduzir este livro de &lt;strong&gt;Umberto Galimberti, &lt;/strong&gt;que alcançou um notável sucesso em Itália e que explica como este desmoronamento dos valores morais está na base de uma letargia existencial capaz de provocar acções deste tipo por diversão, ao mesmo tempo que a maioria de nós encolhe os ombros depois de uma indignação momentânea. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este livro é especificamente endereçado aos jovens, e o discurso público normalmente dirige aos jovens a acusação de desapego a moralidade e ao respeito. Mas eu penso que esta é uma concentração errada da questão num grupo que apenas tem mais energia e mais tempo para levar a efeito estas acções estridentes. Na verdade este esvaziamento total dos valores morais e éticos paira sobre todo o corpo social e, aquilo que na juventude é ímpeto e violência, nas outras idades é cooperante indiferença, passividade, medo e individualismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7017531397475659516?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7017531397475659516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7017531397475659516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2009/02/o-hospede-inquietante.html' title='o hóspede inquietante'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYjkPTHfQoI/AAAAAAAAAGA/vsbD_mQckw8/s72-c/3b3dce8aef6331e786b94c02876794b2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-1723753336983401664</id><published>2009-02-02T22:55:00.004+01:00</published><updated>2009-02-02T23:20:29.231+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYdwCFBTKbI/AAAAAAAAAFw/0WPJMndfc_s/s1600-h/duchamp1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298326667634354610" style="WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYdwCFBTKbI/AAAAAAAAAFw/0WPJMndfc_s/s320/duchamp1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYdwCG69NOI/AAAAAAAAAF4/pkcyRM1I14c/s1600-h/duchamp-LHOOQ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298326668144620770" style="WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYdwCG69NOI/AAAAAAAAAF4/pkcyRM1I14c/s320/duchamp-LHOOQ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYdwB_q-mzI/AAAAAAAAAFo/ZkxKE24D-3Q/s1600-h/Duchamp2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298326666198555442" style="WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYdwB_q-mzI/AAAAAAAAAFo/ZkxKE24D-3Q/s320/Duchamp2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prescisamente porque já tudo foi dito e já tudo foi inventado é que é possível ainda &lt;em&gt;criar&lt;/em&gt; alguma coisa. A essência da criação é a reinvenção, é a remodelação imprevista. Todos os objectos retêem as suas possibilidades futuras, que esperam um golpe de recriação humana. Aproximar-se hermenêuticamente de um objecto (cadeira, ideia, poema, montanha) pode extrair desde a potencialidade resídua mais ínfima, tornando-o por momentos diferente apenas ao nosso olhar mais subjectivo e privado, mas pode também arrancar ao objecto a sua determinação mais substancial, transformando definitivamente o olhar da humanidade e despojando o objecto de uma essência que se julgava inatacável mas que era afinal provisória. Exemplo desta desconstrução violenta são, por exemplo, as famosas obras de Duchamp.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-1723753336983401664?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1723753336983401664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1723753336983401664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2009/02/prescisamente-porque-ja-tudo-foi-dito-e.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SYdwCFBTKbI/AAAAAAAAAFw/0WPJMndfc_s/s72-c/duchamp1.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-6271615770602556537</id><published>2009-01-31T13:47:00.002+01:00</published><updated>2009-01-31T13:54:07.406+01:00</updated><title type='text'>o modo de ser dos outros</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oixAAcBTstE&amp;amp;hl=it&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oixAAcBTstE&amp;hl=it&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Francis Bacon. "&lt;em&gt;Im optimistic about nothing&lt;/em&gt;"&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-6271615770602556537?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6271615770602556537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6271615770602556537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2009/01/blog-post.html' title='o modo de ser dos outros'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-6328055908319866417</id><published>2009-01-29T13:40:00.000+01:00</published><updated>2009-01-29T13:43:08.656+01:00</updated><title type='text'>olhem, vou dar uma volta ao bilhar grande</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-6328055908319866417?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6328055908319866417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6328055908319866417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2009/01/olhem-vou-dar-uma-volta-ao-bilhar.html' title='olhem, vou dar uma volta ao bilhar grande'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-1236655774299759362</id><published>2009-01-29T13:06:00.000+01:00</published><updated>2009-01-29T13:33:45.730+01:00</updated><title type='text'>paradoxo de Moore</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando escrevi &lt;a href="http://omododeser.blogspot.com/2008/12/eu-sei-que-existe-mas-no-acredito-nisso.html"&gt;este post&lt;/a&gt;, não fazia a menor ideia que a ambígua associação de ideias &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Moore"&gt;tinha sido formulada por Moore&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se digo: "Está a chover lá fora, mas não acredito nisso" produzo um paradoxo porque subverto a escala de valores que, em princípio, fundamentam o conhecimento. Estou a dar um valor mais alto, ou pelo menos o mesmo valor, a uma crença que a um facto, quando são enunciações de factos que asseguram o conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mais curioso do paradoxo é que ele não viola qualquer possível "estado de coisas", pois é perfeitamente possível que esteja a chover lá fora e que eu não acredite nisso. Ele não é fenoménicamente contraditório. Mas se torno um possível estado de coisas numa aquisição dos meus sentidos, isto é, se percepciono um certo estado de coisas ("está a chover"), então não posso simultaneamente não acreditar nisso. Pareço assim incorrer numa contradição lógica, porque saber-se que &lt;em&gt;p&lt;/em&gt; parece implicar acreditar que &lt;em&gt;p&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-1236655774299759362?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1236655774299759362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1236655774299759362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2009/01/paradoxo-de-moore.html' title='paradoxo de Moore'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8997036866263557104</id><published>2009-01-22T21:57:00.004+01:00</published><updated>2009-01-22T22:10:01.934+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SXjgO9oMRuI/AAAAAAAAAFg/016A30NRoZ4/s1600-h/Guercino_Cleopatra+morrente.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294227909639948002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SXjgO9oMRuI/AAAAAAAAAFg/016A30NRoZ4/s320/Guercino_Cleopatra+morrente.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Guercino, &lt;em&gt;Cleopatra morrente&lt;/em&gt;, 1648, Palazzo Rosso, Génova&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sempre me assaltou a dúvida radical acerca de todas as minhas actividades. Por exemplo, escrever. Eu sempre me perguntei pela utilidade desta actividade, porque em mim nada que seja um acrescento às necessidades biológicas é natural. Eu não escrevo como respiro, como não leio como caminho nem jogo futebol como me alimento. Tudo o que não são necessidades biológicas requer um esforço que tem de ser justificado com alguma razão superior, da esfera ultra-biológica. Querer encontrar essa justificação, e porque tem que ser uma justificação que justifique e não meramente mascare, significa percorrer as dificuldades de quem quer encontrar um valor que a todo o momento certifique a legitimidade do que fazemos. Mas isso é pensar, coisa que por acaso e muito curiosamente não me encontro a questionar, não me está submetida a dúvida radical. Quer isto dizer, então, que pensar não necessita de justificação? Se não necessita de justificação é natural, no sentido forte de pertencer a esfera biológica. Assim, penso logo sou, e sou pertencendo ao mundo das coisas naturais, como se esta particularidade da nossa constituição mais não fosse do que o que para um cristal é reflectir a luz.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8997036866263557104?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8997036866263557104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8997036866263557104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2009/01/guercino-cleopatra-morrente-1648.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SXjgO9oMRuI/AAAAAAAAAFg/016A30NRoZ4/s72-c/Guercino_Cleopatra+morrente.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8894709316695451790</id><published>2009-01-13T19:46:00.003+01:00</published><updated>2009-01-13T20:07:28.139+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Da China vem uma economia galopante, diz-se. É um país comunista aberto ao capitalismo selvagem. Tem uma tradição milenar. Grandes novidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os chineses que eu conheço não são &lt;em&gt;tycoons&lt;/em&gt;, nem revolucionários amestrados. São pessoas que olham o mundo a sua volta com a forma das suas pálpebras. O seu maior valor é a horizontalidade (quando, no Ocidente, se fala em verticalidade para exprimir virtude). Eles estão na mesma linha onde se inscreve a Natureza e as acções humanas, que são os únicos pontos permanentes de referencia que qualquer ser humano possui. Estão arreigados às coisas, e olham o mundo nos olhos. Parecem perceber que fora dele está só um vácuo inútil e apaixonam-se por flores, por pormenores, mas também por palavras, pela pequena e grande realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;é por isso que olho para a planta que a minha vizinha mantém no vão das escadas exteriores do nosso prédio com a maior das admirações. Aquela rapariga cuida da realidade ao cuidar da plantinha. É ali que está a sua resistencia, o seu empreendedorismo, mesmo a sua revolução perante uma sociedade que lhe é estranha e hostil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8894709316695451790?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8894709316695451790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8894709316695451790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2009/01/da-china-vem-uma-economia-galopante-diz.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-6579005607512051579</id><published>2008-12-26T22:58:00.005+01:00</published><updated>2008-12-26T23:06:24.527+01:00</updated><title type='text'>o meu ano</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SVVUcqpWsQI/AAAAAAAAAFY/UIjdjioNP60/s1600-h/Edelinck_batalha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284222589249958146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SVVUcqpWsQI/AAAAAAAAAFY/UIjdjioNP60/s320/Edelinck_batalha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Gérard Edelinck, &lt;em&gt;Batalha de Anghiari&lt;/em&gt;, 1660 (cerca), British Museum, Londres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;foi tomar conta de uma realidade impossível de alterar. As premissas de tal acontecimento são a pré-instalação de um ideal que se espera e o desacordo da experiência com esse mesmo ideal. O caminho que se faz numa situação destas é portanto a descida do ideal ao real. E o real ganha sempre. Assim, o meu ano foi positivo porque progredi no conhecimento da realidade. Mas mais importante é mesmo perceber o que depende da nossa vontade e o que, não dependendo da nossa vontade, se aceita para que no futuro a vida tenha um impacto mínimo e a nossa conquista de nós mesmos se determine num perfeito acordo entre o que há e o que se é. Diria mesmo que o meu ano foi uma posse da vida como &lt;em&gt;necessidade&lt;/em&gt;, como uma presciência privada.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-6579005607512051579?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6579005607512051579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6579005607512051579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/12/o-meu-ano.html' title='o meu ano'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SVVUcqpWsQI/AAAAAAAAAFY/UIjdjioNP60/s72-c/Edelinck_batalha.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-5306818080746130380</id><published>2008-12-12T21:25:00.002+01:00</published><updated>2008-12-12T21:26:55.748+01:00</updated><title type='text'>a definição não será exaustiva, mas</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p align="justify"&gt;o filósofo dos nossos dias é aquele que consegue atingir notoriedade suficiente para legitimar os seus estados de espírito e as efabulações sobre a sua própria vida como verdades universais, ou pelo menos como algo que a "cultura" deve ter em conta.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-5306818080746130380?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5306818080746130380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5306818080746130380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/12/definio-no-ser-exaustiva-mas.html' title='a definição não será exaustiva, mas'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-1495569526689779267</id><published>2008-12-12T00:34:00.001+01:00</published><updated>2008-12-12T00:34:28.231+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>eu sei que existe, mas não acredito nisso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-1495569526689779267?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1495569526689779267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1495569526689779267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/12/eu-sei-que-existe-mas-no-acredito-nisso.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-2010035023028351374</id><published>2008-12-05T12:40:00.006+01:00</published><updated>2008-12-05T13:30:49.219+01:00</updated><title type='text'>porque sou cartesiano</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/STkbgoig_sI/AAAAAAAAAFQ/q_ircPj96TI/s1600-h/Descartes.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276278685893197506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/STkbgoig_sI/AAAAAAAAAFQ/q_ircPj96TI/s320/Descartes.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque acredito na substancialidade do Eu. A nossa individualidade é um núcleo a atingir através da nossa vida consciente. "Conhece-te a ti mesmo"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A natureza do Eu não é estável nem estática. Nesse reduto jaz a possibilidade de encarar a vida com um mínimo optimismo possível, porque podemos sempre surpreendermo-nos a nós próprios. Mas a tendência ideal é a de alojar o Eu o mais restritamente possível para proceder a sua actuação no mundo (isto é, accioná-lo nas nossas acções, reacções e relações)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando falo de "Eu" não falo de um "caroço" material algures na nossa corporeidade, nem numa alma metafísica. Falo apenas de "auto-representação".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paradoxalmente a liberdade humana provém da perfeição desta auto-representação que é constrangimento. Porquê ? Porque num sistema sem restrição não se pode falar de liberdade. É o que diz Wittgenstein mas eu cheguei lá sozinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque adquiri um termoventilador que me permite filosofar e não morrer de frio. Sabe-se que o Renè adorava a sua lareira palacial, embora não seja reconfortante saber que a sua morte se deveu a uma constipação. Impõe-se um estudo sério sobre a relação entre fontes de calor e a valorização filosófica do "Eu".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-2010035023028351374?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/2010035023028351374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/2010035023028351374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/12/porque-sou-cartesiano.html' title='porque sou cartesiano'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/STkbgoig_sI/AAAAAAAAAFQ/q_ircPj96TI/s72-c/Descartes.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4736705566550163910</id><published>2008-12-04T11:03:00.004+01:00</published><updated>2008-12-04T13:56:10.255+01:00</updated><title type='text'>porque não em inglês</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.webitalianet.it/fotografie/foto%20lazio/foto_roma/trinita%20dei%20monti.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 522px; CURSOR: hand; HEIGHT: 449px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.webitalianet.it/fotografie/foto%20lazio/foto_roma/trinita%20dei%20monti.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;This is &lt;em&gt;Piazza Trinità dei Monti&lt;/em&gt;, accessible through the posh, tourist-crowded &lt;em&gt;Piazza de Spagna&lt;/em&gt; and its famous stairs. If you want to avoid a massive amount of people, including armies of poseurs creating no-trespass spaces between them and the shooter, sellers of useless gadgets and fiakers, then you should arrive from &lt;em&gt;Piazza Barberini&lt;/em&gt;, and the go up &lt;em&gt;Via Sistina&lt;/em&gt;. Once you arrive to the end of that road, you will find yourself in front of the church &lt;em&gt;Trinità dei Monti&lt;/em&gt;, looking down at the stairs and the crowd surrounding (probably covering) the beautiful &lt;em&gt;Fontana della Barcaccia&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;One of these days I found myself observing an element of this architectonic complex that establishes a beautiful harmony created by the dissimilarity of stiles present at that space, as in so many other places in Rome. The “Egyptian” obelisk that pontificates in front of the church is way less eye-catching than all the other dominant elements, but this particularity makes it both essential and foreign to the beauty of the place. It’s dissimilitude lies upon the plain geometry of its lines and of its hieroglyphic representations, while the church, the stairs and the fountain express an ideal of overwhelming, wavy and eccentric beauty. This exceptional element provides a evanescent feeling of surprise in the midst of one of the most visited places in the world. There is something very unclear and conflictual about the kind of object that the obelisk is, as opposed with the aspects of domination, expression of ideals and seeking of pure visual impact that the rest of the piazza suggests. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275904370939774738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/STfHEorLxxI/AAAAAAAAAFI/N6jbMtm2mL8/s320/pzspagna03.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4736705566550163910?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4736705566550163910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4736705566550163910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/12/porque-no-em-ingls.html' title='porque não em inglês'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/STfHEorLxxI/AAAAAAAAAFI/N6jbMtm2mL8/s72-c/pzspagna03.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-5215899190206200370</id><published>2008-11-27T13:23:00.005+01:00</published><updated>2008-11-27T13:31:34.473+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SS6SnevqRTI/AAAAAAAAAFA/fp9E42C43Z0/s1600-h/a+Marat_David.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273313420662949170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SS6SnevqRTI/AAAAAAAAAFA/fp9E42C43Z0/s400/a+Marat_David.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jacques-Louis David, &lt;em&gt;A morte de Marat&lt;/em&gt;, 1793, Musée des Beaux-Arts, Bruxelas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A reflexão estética do último século assenta em quatro direcções base: Vida, Forma, Conhecimento, Acção. Cada uma tem os seus traços distintivos e respectivas vias de transito, capazes portanto de se invadirem umas as outras e, no processo, criarem instabilidades na dimensão hospedeira. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A Estética vitalista tem na sua origem aquela representação da arte como um prolongamento dos aspectos centrais da vida: dinâmica, evolução, sensação e emoção são aspectos que a obra de arte deve enaltecer para que se estabeleça um diálogo entre o homem e a arte. Mas tendo em conta que a obra de arte serve assim um interesse humano, esta é essencialmente uma concepção utilitarista, pois a obra está ali para nos provocar um efeito que consideramos importante e exclusivo! Por isso a moderna Estética da vida se volta para a Arte em busca das grandes respostas para a nossa existência, uma vez constatada uma radical estranheza nos confrontos da instabilidade, imprevisibilidade e agressividade dos fenómenos naturais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A palavra "Estética" provém de &lt;em&gt;aisthésis&lt;/em&gt;, que significa "sensação", portanto algo susceptível de ser despertado pelos grandes e pequenos eventos da natureza, mas que a obra de arte consegue "reter" e, teoricamente, despertar a cada acto de contemplação. O utilitarismo (e talvez antropocentrismo) atinge níveis inauditos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao transformar a obra num objecto que representa a Vida, este tipo de pensamento estético está na verdade a procurar respostas a uma questão primordial que se desdobra nas várias outras que accionam a vontade de contemplação. Ao pedir à obra de arte a apresentação do que há em mim de mais constitutivo, estamos no fundo a perguntar à arte qual é o "sentido da vida". É aqui que a arte é vista como um reduto que dá acesso à situação existencial de cada um.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-5215899190206200370?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5215899190206200370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5215899190206200370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/11/jacques-louis-david-morte-de-marat-1793.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SS6SnevqRTI/AAAAAAAAAFA/fp9E42C43Z0/s72-c/a+Marat_David.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-9102914012274945155</id><published>2008-11-24T00:02:00.005+01:00</published><updated>2008-11-24T00:16:03.015+01:00</updated><title type='text'>on Ibrahimovic</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.calcioitaliano.it/immagini/ibrahimovic.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 600px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.calcioitaliano.it/immagini/ibrahimovic.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não vislumbrando a possibilidade de definir o conceito de "Forma", o rapaz beligerante entrega-se à fruição das obras de arte. Tomando atenção a duas coisas que já sabia mas que ainda não tinha aprendido:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;1) não é possível definir "arte". &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;2) se se quer perseguir o conceito de forma, não se pode dar demasiada atenção ao "sentimento estético" do sujeito. A forma vive por si, sem precisar de ser assimilada à vida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://avatares-de-desejo.blogspot.com/2008/11/o-complexo-de-ibra.html"&gt;subscrevo, portanto, sobremaneira.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-9102914012274945155?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/9102914012274945155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/9102914012274945155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/11/on-ibrahimovic.html' title='on Ibrahimovic'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-5701743645264085579</id><published>2008-11-20T23:59:00.003+01:00</published><updated>2008-11-21T00:13:29.715+01:00</updated><title type='text'>um outro apontamento</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.tabledescalories.com/photos/aliments/1238.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 187px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.tabledescalories.com/photos/aliments/1238.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa coisa do "você é feliz?" é a maior treta da história das perguntas de chacha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Felicidade é um estado mental como o estar acordado, ou como estar melancólico. Não se "é" acordado e, também, ninguém &lt;em&gt;é só &lt;/em&gt;melancólico. Diz-se que a felicidade não existe porque ninguém tem tempo suficiente para reconhecer os momentos em que ela se dá, porque ocupa todo o "espaço" da consciência do sujeito. Só uma distanciação permite o reconhecimento da presença do momento feliz. Assim, a felicidade é sempre, radicalmente, uma coisa do nosso passado pessoal e irredutivelmente passageira, lampejante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é assim que deve ser, porque assim é.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noto ultimamente que, embora não sendo fácil, me é possível auto-induzir um estado mental feliz, a partir de uma experiência: a degustação de um &lt;strong&gt;Kinder Delice&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-5701743645264085579?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5701743645264085579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5701743645264085579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/11/um-outro-apontamento.html' title='um outro apontamento'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-6758768151854122766</id><published>2008-11-20T23:57:00.002+01:00</published><updated>2008-11-20T23:59:53.657+01:00</updated><title type='text'>receita</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;1-Conhece-te a ti mesmo (pode durar a vida inteira) &lt;/p&gt;&lt;p&gt;2-Cumpre isso que descobriste.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-6758768151854122766?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6758768151854122766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6758768151854122766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/11/minha-receita-1-conhece-te-ti-mesmo.html' title='receita'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-6608248098691915602</id><published>2008-11-18T23:25:00.000+01:00</published><updated>2008-11-18T23:42:52.051+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SSNA8vURlNI/AAAAAAAAAEo/kc0asU9LpXw/s1600-h/rosso+fiorentino_madonna+col+bambino+e+santi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270127401191445714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 326px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SSNA8vURlNI/AAAAAAAAAEo/kc0asU9LpXw/s400/rosso+fiorentino_madonna+col+bambino+e+santi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Rosso Fiorentino, &lt;em&gt;Madonna col bambino e santi&lt;/em&gt;, Uffizi, Florença&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui está um quadro, ou melhor, uma metágora (queria escrever "metáfora" mas &lt;em&gt;metágora&lt;/em&gt; agrada-me) da História. A nossa Senhora, os santos, os anjos, tudo com olheiras, cansados, demoníacos, anti-renascimentais. Uma prova física que cada tempo tem uma sua linha directriz (política, estética, social) não &lt;em&gt;apesar&lt;/em&gt; dos contra-movimentos, mas &lt;em&gt;por causa&lt;/em&gt; dessa fonte necessária de resistência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1350420"&gt;Que seria a democracia sem impulsos ou laivos autoritários?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que seria o poder sem o contra-poder? Ou que seria de uma ideologia sem uma ironia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-6608248098691915602?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6608248098691915602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6608248098691915602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/11/rosso-fiorentino-madonna-col-bambino-e.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SSNA8vURlNI/AAAAAAAAAEo/kc0asU9LpXw/s72-c/rosso+fiorentino_madonna+col+bambino+e+santi.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-3804948258587351948</id><published>2008-11-09T23:50:00.002+01:00</published><updated>2008-11-10T00:33:13.653+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não tenho tido internet, e por isso não tenho tido a oportunidade de escrever aqui o que de qualquer forma não escreveria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-3804948258587351948?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3804948258587351948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3804948258587351948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/11/no-tenho-tido-internet-e-por-isso-no.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7832535599516666269</id><published>2008-10-31T12:15:00.003+01:00</published><updated>2008-10-31T12:36:16.095+01:00</updated><title type='text'>dia das bruxas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SQrsRiXQbAI/AAAAAAAAAEg/4NDh8PtdVJs/s1600-h/490px-Georges_de_La_Tour_006_Madalena+Penitente.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263278900562127874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SQrsRiXQbAI/AAAAAAAAAEg/4NDh8PtdVJs/s320/490px-Georges_de_La_Tour_006_Madalena+Penitente.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Georges de La Tour, &lt;em&gt;Madalena em Penitência&lt;/em&gt;, séc. XVII, Sammlung Fabius.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pensando bem ou não nisto, a verdade é que me sinto &lt;em&gt;spaesato&lt;/em&gt;, ou seja, alheado. Coisa boa num dia destes, com chuva nos batentes e tudo. Queria muito encontrar o tema definitivo da minha tese, mas isso não acontecerá nem quando a acabar. Organizar uma tese é muito mais difícil do que escrevê-la. Não? O que é que começa do zero? Não é a estrutura, o esqueleto, o elenco, o índice? Então não me venham com coisas pá, que se Deus tivesse criado a partir de alguma coisa não seria Deus. &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7832535599516666269?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7832535599516666269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7832535599516666269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/10/dia-das-bruxas.html' title='dia das bruxas'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SQrsRiXQbAI/AAAAAAAAAEg/4NDh8PtdVJs/s72-c/490px-Georges_de_La_Tour_006_Madalena+Penitente.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8230216441650695179</id><published>2008-10-27T19:40:00.001+01:00</published><updated>2008-10-27T19:40:02.265+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;Quanto é difícil escrever pouco, sem se dizerem ou banalidades disfarçadas de aforismos, ou aprovando a ideia minimal não exigindo expor as suas consequências últimas para a realidade social, a realidade da realidade, ou a realidade individual.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8230216441650695179?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8230216441650695179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8230216441650695179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/10/quanto-difcil-escrever-pouco-sem-se.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-32051716213598884</id><published>2008-10-20T19:34:00.007+02:00</published><updated>2008-10-20T19:47:09.372+02:00</updated><title type='text'>o escravo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SPzB3H_nsDI/AAAAAAAAAEY/BaWSV1UT-9w/s1600-h/duomo+milano.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259291617644752946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SPzB3H_nsDI/AAAAAAAAAEY/BaWSV1UT-9w/s320/duomo+milano.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;"À porta estava um escravo com um aspecto de tal modo &lt;em&gt;tenrinho&lt;/em&gt;, de poder revelar facilmente todo o caso sem suspeitar que causaria dano ao seu senhor." &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Santo Agostinho, &lt;em&gt;Confissões&lt;/em&gt;, VI, 9, 15&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;...quando Agostinho relata o caso da perseguição popular ao seu amigo Alípio, injustamente acusado de roubar uns artigos valiosos. A certa altura os justiceiros são advertidos por um tal arquitecto famoso que não terá sido Alípio o autor do crime. É então que todos se dirigirem a casa do ladrão, e se deparam com este escravo assim descrito.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma paz de alma desembarcada de África para servir um senhor de meia tigela nos feudos do Império. Há cerca de 1700 anos, e isto é-nos descrito hoje. Este moleque sem nome figura na literatura universal, e este episódio irradiou a sua luz até hoje o podermos meter no bolso e consolarmo-nos com a escrita.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-32051716213598884?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/32051716213598884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/32051716213598884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/10/o-escravo.html' title='o escravo'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SPzB3H_nsDI/AAAAAAAAAEY/BaWSV1UT-9w/s72-c/duomo+milano.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-3765809224578672808</id><published>2008-10-17T12:44:00.001+02:00</published><updated>2008-10-17T12:44:02.564+02:00</updated><title type='text'>tongue</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A "língua-mãe" faz o mesmo que uma mãe. Cria os seus filhos, dá-lhes um aceso ao mundo. É um acesso talvez parcial? Não, porque ou se tem um acesso através da linguagem, ou se é mudo, o que equivale a não ser nada. Percorrer a vida através do pensamento equivale a entrar no labirinto da linguagem. Por sua vez, sem linguagem o mundo seria um espaço vazio, uma superfície sem limite. Reconhecer-se como existência equivale a falar, e falar significa criar labirintos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A minha língua-mãe traduz-se em &lt;em&gt;madrelingua&lt;/em&gt; em italiano. Os ingleses não estão para liricismos: &lt;em&gt;mother tongue&lt;/em&gt; espelha no entanto uma mecanicidade malvada, a determinação física de qualquer ideia metafísica, um linguarejar salivoso e lânguido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Interstício &lt;/em&gt;significa a fissura incógnita que se esconde dentro de qualquer texto - a que Derrida chama &lt;em&gt;escritura&lt;/em&gt;. E, mais em geral, o lugar do entre, o espaço entre a chuva. Apela porque sabemos que lá está mas não o podemos atingir. Escrever um texto, ou lê-lo, é um exercício inútil.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A palavra italiana &lt;em&gt;frammezzo&lt;/em&gt;: e a palavra portuguesa &lt;em&gt;entremeio&lt;/em&gt;: parece que mesmo encontrando o que se esconde entre as linhas não lá chegaremos. É preciso escavar ainda mais, &lt;em&gt;entre o meio&lt;/em&gt;. Mas aí já seria um espaço dentro do meio, o que é inacessível. É  a quarta dimensão do texto, a sua arrogância extremista.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Entremeada&lt;/em&gt; também é interessante.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-3765809224578672808?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3765809224578672808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3765809224578672808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/10/tongue.html' title='tongue'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7967972586223533622</id><published>2008-10-15T01:20:00.002+02:00</published><updated>2008-10-15T01:26:04.924+02:00</updated><title type='text'>"os milhafres vieram a seguir</title><content type='html'>&lt;a href="http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={EAD72251-568C-44FA-835D-D487BBFC92D3}"&gt;e onde há milhafres se calhar há tucanos mas onde há tucanos e milhafres se calhar não era este o meu universo que estava a ver retratado, e é". &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é muito bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7967972586223533622?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7967972586223533622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7967972586223533622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/10/os-milhafres-vieram-seguir.html' title='&quot;os milhafres vieram a seguir'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8864107780781841325</id><published>2008-10-13T12:35:00.004+02:00</published><updated>2009-01-28T02:41:56.222+01:00</updated><title type='text'>Anos-Kubler</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SPMleQkh7iI/AAAAAAAAAEQ/mHHWJtHnJeo/s1600-h/auto-poussin,_o_outro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256586391845989922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SPMleQkh7iI/AAAAAAAAAEQ/mHHWJtHnJeo/s320/auto-poussin,_o_outro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nicola Poussin, &lt;em&gt;Autoretrato&lt;/em&gt;, 1650, Louvre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;Estamos habituados a conferir ao tempo uma representação linear, supondo-o de acordo estrito com o mundo da matéria, isto é, com um princípio, meio e fim. Podemos chamar a esta concepção uma concepção empírica do tempo, porque ela decorre da observação directa da sua acção sobre os corpos. Quando os filósofos se interrogam sobre a "natureza" do tempo, eles procuram dar-lhe uma forma, tentando aprisioná-lo dentro de um conceito para que daí se retirem as conclusões respeitantes ao problema ou conjunto de problemas em causa. A "forma do tempo" é portanto uma das grandes questões da história do pensamento humano e continua a ser debatida, sem que, naturalmente, se ignorem os imensos conhecimentos científicos que entretanto ajudaram a perceber um pouco melhor esta dimensão. Kant intuiu imediatamente que o tempo (e também o espaço) tem de jogar um papel originário na formação de uma teoria do conhecimento, e dada esta imprescindibilidade, o tempo foi nomeado forma &lt;em&gt;apriori&lt;/em&gt; da sensibilidade. Ele é, pois, uma condição necessária para que, desde logo, hajam percepções.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;Na Crítica da Razão Pura, Kant descreve-nos em concreto que tipo de forma tem o tempo para ele, na Estética Transcendental primeiro, e depois na Analítica. Tanto a demonstração do tempo como condição a priori da sensibilidade como, mais tarde no seu percurso, as suas ideias teleológicas sobre a perfectibilidade dos seres racionais cobrem a hipótese de se atribuir a Kant uma concepção necessariamente linear do tempo, principalmente através da categoria da causalidade. Temos então, simultaneamente, uma representação clássica do tempo que nos é dada, e legitimamente, pela nossa imediata experiencia, e temos depois, de modo complementar com a linearidade, uma representação subjectiva de linhagem kantiana. Esta subjectividade não significa de todo uma dependencia que o tempo tenha em relação a uma acção do sujeito, até porque, como disse, o tempo é uma condição &lt;em&gt;apriori&lt;/em&gt;. Ela é subjectiva apenas no sentido em que o sujeito epistémico só o é dentro da temporalidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se atendermos a forma do tempo de impressão linear-kantiana e a transferirmos ao modo como compreendemos a temporalidade dos objectos do mundo, percebemos como e porque são os conceitos de "novo" ou de "antiguidade" que imperam na nossa avaliação da temporalidade das coisas. No entanto, esta juízo aplica-se apenas aos síngulos objectos, tomados na individualidade que os submete a lei do tempo. Esta lei determina que os objectos sejam novos, quando estes apresentam uma idade recente, situando-se ainda na proximidade temporal da sua produção, ou antigos, quando apresentam sinais de uma permanencia alargada no mundo das "coisas". É claro que o juízo de idade que se atribui a um objecto está dependente das suas específicas características: em primeiro lugar o material de que é feito, mas também o tipo de uso que dele se faz ou a existencia ou não de cuidados de manutenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;Uma obra de grande importancia para a reavaliação contemporanea da arte e da história de arte introduz uma perspectiva muito original dentro desta indagação que procura uma forma a dar ao tempo. Uma obra intitulada, com toda a propriedade, &lt;em&gt;The Shape of Time&lt;/em&gt;, do historiador de arte e filósofo norte-americano George Kubler (1912-1996) permite reavaliar o princípio linear-kantiano do ponto de vista da história dos objectos, e particularmente da história dos objectos artísticos. A teoria de Kubler opera uma abordagem as tres dimensões temporais de modo a fundí-las numa teoria que reavalia a posição dos objectos artísticos no interior do tempo. Não se trata de uma denúncia da inexactidão ou da falsidade da partição temporal nas suas dimensões (passado, presente e futuro). Tal como Descartes precisava que enquanto colocamos tudo em dúvida não podemos deixar de acreditar que o mundo continua a existir, também Kubler reconhece que anulando o passado tudo deixa de fazer sentido. Ele continuará a servir-nos de Norte temporal, regulando a nossa acção no interior do tempo e do nosso olhar sobre o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;Aferimos o reino do passado a partir dos sinais que os objectos longínquos deixaram até ao nosso tempo. Esta captação de sinais permite reorganizar a história dos objectos artísticos ou não-artísticos: todos os artefactos humanos estão presentes no tempo de um modo não-linear, ou seja, a sua existência é medida em termos que transcendem a sua duração. Para Kubler, cada artefacto humano é, em termos simples, uma solução dada num determinado momento a uma questão de utilidade prática ou espiritual. No momento da sua criação, um carro de bois ou uma pintura a óleo promovem uma solução a uma necessidade humana. Essa necessidade pode ser bem definível, como no caso do carro de bois, ou pode ser mais vaga mas não por isso menos necessária, como no caso da pintura &lt;em&gt;Alegoria da Prudência&lt;/em&gt;, de Tiziano. A revolução desta teoria está no modo como se considera cada objecto não algo definitivo em si mesmo, e portanto não algo que se situa no tempo em função da sua duração individual, mas como algo de ligado ao passado e ao futuro, encandeando-se a todas as obras que procederam a uma tentativa de resolução do mesmo problema, em tempos muito diferentes. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;Esta nova temporalidade dos objectos tem o nome de &lt;strong&gt;idade sistemática&lt;/strong&gt;. Cada objecto tem a sua própria idade sistemática, podendo ligar-se aos seus antecessores e impulsionando os seus sucessores num ritmo único. O ritmo de mudança das formas que pretendem solucionar um problema depende muito da natureza do problema, mas também das possibilidades materiais do artesão no momento em que a necessidade de criação o prende. Assim se inaugura uma nova forma de encarar os objectos e o tempo, com toda uma série de questões subordinadas. Por exemplo, existe espaço para a genialidade, uma espécie de &lt;em&gt;creatio ex nihilo&lt;/em&gt;, neste contexto?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8864107780781841325?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8864107780781841325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8864107780781841325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/10/anos-kubler.html' title='Anos-Kubler'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SPMleQkh7iI/AAAAAAAAAEQ/mHHWJtHnJeo/s72-c/auto-poussin,_o_outro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7741753071206513604</id><published>2008-09-24T11:19:00.000+02:00</published><updated>2008-09-24T11:21:06.459+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>já vai, já aqui apareço, ou seja: já aqui venho ao ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7741753071206513604?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7741753071206513604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7741753071206513604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/09/j-vai-j-aqui-apareo-ou-seja-j-aqui.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-5120443463204348710</id><published>2008-08-12T00:38:00.002+02:00</published><updated>2008-08-12T00:43:19.948+02:00</updated><title type='text'>utilidade inutil da arte</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.arthistoryarchive.com/arthistory/popart/images/JeffKoons-Rabbit-1986.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.arthistoryarchive.com/arthistory/popart/images/JeffKoons-Rabbit-1986.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jeff Koons, &lt;em&gt;Rabbit&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conceito de utilidade aplica-se, com toda a certeza e sem qualquer espaço para dúvidas, apenas e só às realizações humanas. Esta restrição do conjunto das “coisas feitas” ao conjunto das realizações humanas serve para nos concentrarmos à superfície, na pureza e na definitude dos factos, sem embarcar nas especulações metafísicas sobre a criação divina ou o acaso absurdo. De todas as coisas jamais postas pela humanidade sobre a terra, as coisas úteis constituem todas aquelas que possuem primariamente uma função bem definida. Elas foram criadas com a intenção de responder a uma necessidade e como tal são a resposta humana a uma falta (quando uma certa classe de objectos ainda não existia, digamos por exemplo os pratos) ou a uma carência funcional dentro de uma classe específica de objectos ( a evolução das embalagens de manteiga). Da quase totalidade dos objectos saídos do labor humano que a todo o momento nos rodeiam, a quase totalidade corresponde a uma supressão de carências do foro prático.&lt;br /&gt;A excepção a esta regra da utilidade está reservada àquela classe de objectos que não têm primariamente uma função prática, embora esta nunca esteja ausente: as obras de arte. Considerando exclusivamente a parte física de uma obra de arte, ela é de todo uma criação “inútil”, pois não serve para completar uma acção, estabelecendo-se resolutamente da parte da contemplação. Com a união destes dois conjuntos de objectos, os utensílios e as obras de artes, esgotam-se todas as categorias possíveis em função da utilidade. Ao mesmo tempo, esta curiosidade permite-nos ver uma obra de arte de um modo muito particular, e talvez seja mesmo um óptimo ponto de partida para começar a reflectir sobre outras características específicas da arte.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-5120443463204348710?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5120443463204348710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5120443463204348710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/08/utilidade-inutil-da-arte.html' title='utilidade inutil da arte'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-6547478040634259933</id><published>2008-07-16T14:26:00.002+02:00</published><updated>2008-07-16T14:30:42.037+02:00</updated><title type='text'>anti anti</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O mundial de futebol antiracista, no qual participei, teve lugar estes últimos dias em Casalecchio di Reno, uma localidade muito perto de Bolonha. Tudo corria muito bem tanto a nìvel organizativo como desportivo (inclusivé a minha equipa de amigos austríacos e italianos classificou-se em primeiro lugar do seu grupo com cinco vitorias em cinco partidas). Ambiente de festa, com concertos e noites longas, fossem por vontade própria ou por imposição alheia daqueles que, nao querendo dormir, também nao deixavam que os outros o fizessem.&lt;br /&gt;A festa, no entanto, acabou abruptamente no sábado ao inìcio da tarde, com a chegada de notìcias relativas a abusos de indole sexual a algumas raparigas. A organização deu por encerrado o torneio e, depois de uma assembleia extraordinária, declarou as equipas exclusivamente compostas por mulheres as vencedoras do torneio…&lt;br /&gt;O discurso desta assembleia fez-me pensar: o tom geral era de condenação, quase de consternaçao; e as decisoes (cancelamento do torneio, entrega do troféu às equipas femininas), todas elas no mínimo discutíveis, se enquadradas pela absoluta falta de prova, ou mesmo de indícios, de que tais abusos realmente ocorreram. Mas o que me interessa aqui é apenas a relação estabelecida, naquele momento, entre o contexto e a palavra, isto è, o nexo simbiotico entre o evento e as suas directrizes ideológicas (de facto a maioria dos participantes milita em claques de futebol organizadas e orientadas politicamente) e a denúncia de actos que comportam uma reacção imediata e exagerada dos orgãos de decisão ali instalados. O que me pareceu, sublinhando sempre que actos de violência real sao absolutamente condenáveis e graves, foi que o discurso (a denúncia) encontrou o ambiente perfeito para ser empolada, elevando o tom emocional e conduzindo a uma espiral de consequências e conclusões que ignoram regras básicas de criticismo, frieza e racionalidade.&lt;br /&gt;Nao me espanta por aí além que no fim da assembleia quase me sentisse culpado de ser homem e de experimentar prazer em ver mulheres bonitas. O tom geral de condenação era tao grande que ninguém mais parecia ter em conta os aspectos basicos da “natureza” dos géneros, como se o “galar uma gaja” fosse uma deturpação horrìvel da sociedade ultra-capitalista, fascista e machista onde vivemos. Ou seja, o que faltou por ali foi o bom senso de reconhecer que existe uma atraçao inter-sexus, e isso leva inevitavelmente à tentativa de aproximaçao entre individuos machos e individuos femeas. Depois, é preciso ter consciência, especialmente da parte dos machos, que nem tudo se pode fazer, que nem tudo vale, e que quando a femea diz não de forma peremptoria normalmente isso quer dizer mesmo não.&lt;br /&gt;O que faltou naquelas denúncias que foram ali expostas foi credibilidade. As senhoras declaravam-se feministas, e a possibilidade de acusar o género oposto naquele contexto era para elas mel. Nao ponho as mãos no fogo para jurar que nao terão sido verdadeiramente molestadas (de qualquer forma nao houve, por exemplo, relações sexuais nao consentidas, nao houve polícia envolvida, nao houve nada disso) mas penso que este nexo palavra-ambiente pode muito bem explicar a descriminação positiva que ali teve lugar, com consequências não verdadeiramente sérias ou graves, mas proporcionais ao alcance daquela manifestaçao (a taça foi para as senhoras, como jà disse). Ē claro, este acontecimento enquadrado naquele micro-ambiente torna mais acessivel e fácil de interpretar o que se passa na sociedade inteira, quando se ampliam o eixo discurso-contexto e as suas consequências. O feminismo, o antiracismo, e em geral os movimentos de antidescriminaçao jogam o seu papel numa dialética necessária que estabelece a própria legitimidade do poder que de facto descrimina. Para haver uma acção legitimada e inscrita deve de haver uma reacção contrária que acentue e traga à luz o que há dentro do poder para ser “combatido”. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-6547478040634259933?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6547478040634259933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6547478040634259933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/07/anti-anti.html' title='anti anti'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4917981615008978699</id><published>2008-06-13T13:09:00.001+02:00</published><updated>2008-06-13T13:09:23.305+02:00</updated><title type='text'>Limite, alcance, invaso</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;A Filosofia é feita pelos homens, que constrangidos por uma natureza limitada, antes de mais ratificada pela limitaçao que o corpo impoe à Vontade, impoe por sua vez à Filosofia um limite que esta tenta sempre utrapassar. A Filosofia, em contraste com o corpo humano, é ilimitada, justamente porque procura sempre transgredir um limite que lhe é imposto pela circunstancia de ser exercer num ser condicionado. O excesso proprio da Filosofia é talvez a sua melhor definiçao, que no entanto devemos entender como algo de substancialmente indefinìvel.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitas vezes junto à palavra limite encontramos a palavra "alcance". Importa todavia acentuar o caràcter històrico e social das tentativas de dizer até onde a Filosofia pode chegar. E sabido que para os primeiros gregos a operarem o famoso "milagre da filosofia", o "alcance" seria a descoberta do princìpio geral que anima o mundo, ideia que atravessou todas as epoca pelo menos até Hegel, mas cujo conteùdo conceptual foi estremamente diversificado, se atendermos aos percursos especulativos que formam conceitos como &lt;em&gt;arché&lt;/em&gt;, Uno, Deus ou Espìrito Absoluto. O caràcter circunstancial e diferenciado com que os filosofo revestiram o "alcance" da Filosofia determina o conteùdo de todos os diversos percursos filosòficos, ou, và là que eu deixo, dos sistemas. A ideia de limite encara de frente aquilo que especifica e universalmente  se pode descobrir na interacçao entre um ser humano e um indagar, misto de criticismo e maravilha, que nele se instala. Essa é algo de semelhante a uma doença progressiva, porque tem o caràcter de uma invasao, de algo que conseguiu forçar as barreiras-limites do corpo e nele se conseguiu instalar. Corpo estranho de que o hospedeiro nao tem nem pode ter total conhecimento, começa lentamente a girar os lemes do pensamento, do olhar, do falar e finalmente do agir até exercer uma influencia insidiosa, cavalgante, em direcçao a um abismo real ou simbòlico. Ao penetrar as barreira do corpo, a Filosofia ganha vida, ganha uma veste que a pode manifestar como que o corpo e o seu agir fossem separados e unidos a despeito da vontade do "sujeito" (ainda existe, a este ponto?) que os encarna.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4917981615008978699?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4917981615008978699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4917981615008978699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/06/limite-alcance-invaso.html' title='Limite, alcance, invaso'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-706974080108380810</id><published>2008-05-22T18:54:00.003+02:00</published><updated>2008-05-22T19:00:15.324+02:00</updated><title type='text'>a vida das formas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/delacroix/sardanapal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/delacroix/sardanapal.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Delacroix, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A morte de Sardanapal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Tudo é forma, e a própria vida é uma forma. Esta sentença de Balzac entroniza a dimensão da forma como originária em relação a todos os fenómenos. Reduzindo um pouco o âmbito universal da frase balzaquiana, a forma pode definir-se como o que dimensões diferentes como a matéria, o espaço e o tempo mostram aquilo que a estas não é redutível mas que nestas permanece como carácter. É a abordagem àquilo que depende do que está num objecto como suas características primárias e físicas (tempo, espaço, matéria) e que, simultaneamente, não é por si só nenhuma destas particularidades concretas, que motiva uma boa parte dos estudos sobre a Arte que mais têm marcado a Estética do séc. XX.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Wilhelm Worringer e Henri Focillon são os pais da Estética da Forma. Eles destacam-se porque foram os primeiros que forçaram a Estética, ou mais rigorosamente a Filosofia da Arte, a empreender um caminho que se traçasse principalmente sobre a urgência de retirar à experiência estética de um objecto artístico o seu carácter subjectivo. Para não recair numa subjectividade que reduz a Arte a uma questão de mera “apreciação” de um objecto, a Estética da Forma foi, aos poucos, delineando o acesso a uma experiência não subjectiva da Arte, através de um movimento pela qual o objecto toma posse das características que até aí estavam inapelavelmente ligadas ao espectador da obra de arte. O que estes autores completam é uma genealogia das formas, mostrando como a sua transformação se baseia num conjunto de mutações não imputáveis à vontade dos artistas, mas sim a uma capacidade evolutiva que as próprias formas possuem. Um arabesco ornamental pintado num quadro do Renascimento não “está” no espaço no sentido em que nele foi colocado, mas forma o espaço. Ao longo do tempo, as formas que presidem aos estilos artísticos avançam e recuam, contradizem-se na mesma época, algumas são dominantes e outras são subtis. E no espírito humano essas são capazes de se auto-originarem, mantendo sempre uma certa independência em relação à biografia do artista, e forçando sempre a mão a dar-lhes uma existência na matéria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-706974080108380810?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/706974080108380810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/706974080108380810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/05/vida-das-formas.html' title='a vida das formas'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8313600172534971585</id><published>2008-04-29T00:57:00.005+02:00</published><updated>2008-11-24T00:27:04.602+01:00</updated><title type='text'>que o mundo nos surpreenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SSnmp3_tK5I/AAAAAAAAAEw/Hs6DdwoIMzA/s1600-h/edward+ruscha_i_dont_want_no_retrospective.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271998445894052754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SSnmp3_tK5I/AAAAAAAAAEw/Hs6DdwoIMzA/s320/edward+ruscha_i_dont_want_no_retrospective.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As relações contemporâneas entre a arte e a filosofia têm sofrido revoluções sucessivas que destacaram ainda mais as ambivalências e as contradições que, desde sempre, ocuparam um lugar importante em todas as disciplinas e em todos os modos de produção destes dois mundos. A arte dos nossos dias demonstra ser uma profunda devedora da influência algo desconcertante da filosofia pós-moderna, que se entreteu a anular qualquer valor intrínseco que a obra de arte pudesse demonstrar. Desta forma, aquilo que desde sempre tinha instituído a obra de arte como tal, que tinha colocado uma obra dentro da categoria da “arte”, e que Benjamin designou como “aura”, deixou de cumprir essa função “agenciadora” e colocou a obra de arte à mercê de critérios exteriores que, por mais rigorosos e válidos, nunca poderiam submeter-se à realidade da própria obra, isto é, nem à sua forma nem ao seu conteúdo.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esta destituição do valor artístico da obra anda de mão dada com a emergência da arte entendida essencialmente como produto, como mercadoria exposta às leis do mercado, da compra e da venda, da promoção e da comunicação. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;É o mesmo Benjamin quem contrapõe à obra dotada de “aura” a obra infinitamente reproduzível, no famoso ensaio &lt;i&gt;A obra de arte à época da sua reprodutibilidade técnica&lt;/i&gt;. Segundo o filósofo alemão, é precisamente a possibilidade de reprodução infinita que sujeita a arte à perda daquela aura que lhe dava a singularidade, que a tornava produto de uma irrepetibilidade, um momento de inspiração e de virtuosismo artístico. A partir do momento em que a obra fica submetida à tecnologia da repetição esta perde irreversivelmente a essência do que a sustinha como objecto único, passando para o lado da mercadoria entrada no ciclo perpétuo e viciado do mercado da arte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A encruzilhada em que hoje se encontra a arte, mas também, por arrasto, a teoria da arte e a sociologia da arte entende-se na medida em que se começa só agora a procurar um “terceiro regime da arte” que se proporá como uma “superação”, no sentido em que também o pós-modernismo se propôs como uma superação do modernismo, mas neste caso devemos considerar-nos avisados, de antemão, que uma verdadeira superação só se dá não no esquecimento, não na manipulação ou no escamoteamento, mas na integração consciente dos momentos que constituem a oposição e que criaram a encruzilhada. Para já, a arte pós-humana, a arte abjecta de Damien Hirst e o seu séquito, parece não ser mais do que esta contradição reinante levada ao extremo, e aproveitando-se da ausência de “teoria da arte” num mundo onde a arte não tem valor reconhecível, e que como tal não permite teoria. O terceiro regime da arte terá de saber conservar o valor do objecto em si sem o excluir à voragem mediática, comunicativa e publicitária do mundo à sua volta. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8313600172534971585?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8313600172534971585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8313600172534971585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/04/que-o-mundo-nos-surpreenda.html' title='que o mundo nos surpreenda'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/SSnmp3_tK5I/AAAAAAAAAEw/Hs6DdwoIMzA/s72-c/edward+ruscha_i_dont_want_no_retrospective.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4776499306596961886</id><published>2008-03-04T16:15:00.000+01:00</published><updated>2008-03-04T16:17:08.574+01:00</updated><title type='text'>palavras</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sprofondare&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nel caos &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nel mare&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nell´oggetto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nel mondo&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4776499306596961886?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4776499306596961886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4776499306596961886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/03/palavras.html' title='palavras'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7809132548459105374</id><published>2008-01-30T00:45:00.000+01:00</published><updated>2008-01-30T01:01:12.733+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R5-9NeyK0yI/AAAAAAAAACo/mrLBBdMEn4o/s1600-h/brillo+box.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161051737289315106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R5-9NeyK0yI/AAAAAAAAACo/mrLBBdMEn4o/s320/brillo+box.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Andy Warhol, &lt;em&gt;Brillo Box&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Arte não pertence, no sentido mais forte da palavra, a uma nação. Mas fazendo uso da sua autonomia, que lhe advém historicamente de uma verdadeira &lt;em&gt;autodeterminação&lt;/em&gt;, pode, se assim o entender, exprimir as particularidades da cultura de um país. E no caso da Pop Art esta ideia aplica-se de uma forma muito relevante. Ao entrar em contacto com figuras icónicas repetidas, em cores garridas e que apelam ao distanciamento da realidade sensível com a consequente des-realização de personagens (Marylin, JFK, Muhammad Ali) inserindo-as no domínio do mediático, do artificial e do incontactável, a Pop Art exibe magistralmente a revolução mediática e massiva que invadiu os Estados Unidos nos anos 60, e a partir daí o mundo. Recorrendo de forma muito hábil a uma subtil ironia (qualquer distanciamento em relação ao que se pretende exprimir implica uma dose de ironia, e só se pode exprimir o que quer que seja distanciando-se dessa coisa), esta “arte popular” institui-se ela própria como um “meio” artístico, um &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;. Com esta desrealiazação, este distanciamento, a Pop Art é uma forma mediática no interior do próprio universo da Arte em geral. Ela é a mediatização do sensacionalismo, no duplo sentido em que se coloca entre o espectador e o mundo sensível, operando voluntariamente uma distanciação ainda maior, e ainda na forma como aceita entrar no jogo da superabundância de informação, da iconização, do ultra-expressionismo de uma época e de um país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pode a arte pertencer num sentido mais fraco e minúsculo a uma nação? Confesso que fiquei satisfeito por saber que a famosa instalação de Warhol, &lt;em&gt;Brillo Box,&lt;/em&gt; “pertence” agora à colecção Berardo. A partir do contacto com esta obra &lt;strong&gt;Arthur Danto&lt;/strong&gt; iniciou um percurso filosófico muito importante para a filosofia da arte contemporânea. &lt;a href="http://www.thenation.com/doc/20050829/danto"&gt;Esta entrevista&lt;/a&gt; constitui uma óptima introdução aos tópicos por ele abordados.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7809132548459105374?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7809132548459105374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7809132548459105374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/01/andy-warhol-brillo-box-arte-no-pertence.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R5-9NeyK0yI/AAAAAAAAACo/mrLBBdMEn4o/s72-c/brillo+box.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7643474685232298716</id><published>2008-01-25T12:44:00.001+01:00</published><updated>2008-01-25T13:05:52.276+01:00</updated><title type='text'>benedito bento</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/prodi_table_large.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/prodi_table_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Romano Prodi&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/prodi_table_large.jpg"&gt;fonte&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Itália está novamente em convulsão. É muito difícil para um estrangeiro compreender plenamente o que se passa na política italiana, mas tudo aquilo que vem à tona tem o mesmo aspecto de Nápoles por estes dias, ou seja, está tudo carregado de lixo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A face pragmática da política atinge aqui uma transparência total. Porque já não há representação de ideologias, mas tudo se submete à lógica da representação parlamentar, formando-se coligações absurdas que juntam partidos pró-comunistas com partidos de índole reaccionária. Depois, tudo parece minado pela base, com a impossibilidade crónica de se fazerem reformas profundas (onde mais é que isto se passa?...humm)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, a sombra de Berlusconi parece pairar por cima disto tudo, esperando apenas o momento certo para se reapoderar de todos os centros de poder de um país: política, futebol, meios de comunicação...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, mais uma "gaffe social", que não é mais do que outro sintoma de outras doenças enraizadas numa sociedade. O Papa foi vetado na Universidade "La Sapienza". Creio que poucos se deram ao trabalho de ler a lição que Bento XVI propôs. Aqui fica, para quem a conseguir ler. &lt;a href="http://www.uniroma1.it/documenti/home/Allocuzione_Papa_Benedetto_XVI.pdf"&gt;link&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7643474685232298716?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7643474685232298716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7643474685232298716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/01/benedito-bento.html' title='benedito bento'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-3483430320519196247</id><published>2008-01-21T21:30:00.000+01:00</published><updated>2008-01-21T21:36:24.696+01:00</updated><title type='text'>herbart</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Também e apesar de todas estas contribuições em diferentes campos não por isso absolutamente independentes e autónomas, Herbart é ainda considerado o pai da Pedagogia moderna. A Fundação Gulbenkian, muito oportunamente, publicou o seu &lt;em&gt;Tratado de Pedagogia Geral&lt;/em&gt;, com tradução de Ludwig Scheidl. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(que aconteceu ao &lt;a href="http://www.gulbenkian.pt/portal/index.html"&gt;site&lt;/a&gt; da Gulbenkian? tudo relacionado com esta instituição parece estar numas &lt;em&gt;vacances&lt;/em&gt; de internet)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-3483430320519196247?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3483430320519196247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3483430320519196247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/01/herbart_21.html' title='herbart'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-2068514640606117769</id><published>2008-01-20T17:54:00.000+01:00</published><updated>2008-01-20T18:05:10.443+01:00</updated><title type='text'>herbart</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/e/e3/180px-Johann_Friedrich_Herbart.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/e/e3/180px-Johann_Friedrich_Herbart.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;J. F. Herbart&lt;/span&gt; (imagem &lt;/span&gt;&lt;a href="http://http//content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/e/e3/180px-Johann_Friedrich_Herbart.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;daqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Johann Friedrich Herbart&lt;/strong&gt; (1776-1841) tem sido o nome que mais me tem acompanhado pelos meandros das minhas vagabundagens escolásticas, aqui por Roma. Foi uma personagem precoce, aos vinte e poucos anos já confutava Schelling e outros iluminados. Ele é um revolucionário, daqueles revolucionários cuja revolução não tem lugar durante a vida. Foi talvez o homem que à sua época mais se insurgiu contra o establishment (dir-se-ia agora). No auge do idealismo, para o qual “o real é racional”, Herbart descobriu uma enormidade de espaço entre o que é produto do nosso pensamento e o que é o real efectivo, através das contradições que nos são dadas a observar no mundo, observação esta que é simultâneamente o ponto de partida para qualquer reflexão. Não basta, diz ele, pensar sobre o objecto para o fazer existir, como que se por um processo de geração espontânea o pensamento institui-se a realidade. Hegel, Fichte e Schelling, os grandes nomes do idealismo alemão, de formas mais ou menos semelhantes apoiaram a inteligibilidade do real sobre a ideia de que ele se deixa apreender através de uma misteriosa intuição intelectual, que não tem necessidade da crítica, ou do depuramento através dos princípios elementares da lógica.&lt;br /&gt;Para Herbart, o pensamento está incontornavelmente submisso às suas próprias leis, e como tal, um sistema filosófico não pode abdicar nunca de estar em conformidade absoluta com as leis mais básicas da lógica. Só a partir daí se poderá constituir um saber sobre o real, através de uma procura passo-a-passo e nunca através de um saber “por revelação” ou por algum tipo de intuição divina presente no próprio exercício do pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua importância para a Estética está ligada também a uma certa ideia de “avaliação” das condições sob as quais se pronunciam juízos estéticos. Os juízos estéticos são não apenas os juízos acerca da beleza ou da fealdade de um objecto, mas são também juízos morais, ou seja, juízos acerca da bondade ou maldade de uma acção ou um sujeito. Desta subsunção da Moral dentro do domínio da Estética se infere facilmente que para Herbart a Estética é o exercício do valutar em geral. Trata-se de ajuizar sobre tudo aquilo que é passível de juízo, e por isso não só uma paisagem ou uma obra de arte, mas também as acções, a filosofia prática. Todo este exercício do valutar é, tal como para Kant, indiferente à existência real ou não do objecto sobre o qual se ajuíza, ou seja, para o juízo estético não há interesse relativamente à existência, apenas há interesse relativamente à percepção.&lt;br /&gt;A influência de Herbart na Estética é muito relevante para recentrar esta disciplina na ideia de juízo estético, numa altura em que a Estética se tornou tão autónoma que passou a ser difícil definir-lhe os limites. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-2068514640606117769?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/2068514640606117769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/2068514640606117769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2008/01/herbart.html' title='herbart'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4138658675998347357</id><published>2007-12-23T23:36:00.000+01:00</published><updated>2007-12-24T00:58:38.222+01:00</updated><title type='text'>praia dos cães</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R271jZx0kGI/AAAAAAAAACg/CAU1zAydN9U/s1600-h/lisboa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147321412695134306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R271jZx0kGI/AAAAAAAAACg/CAU1zAydN9U/s320/lisboa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Imagem: &lt;a href="http://picasaweb.google.com/jsillvaa/FotosActuaisDeLisboa/photo#5084592742812314114"&gt;fonte&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisboa, regresso. Uma atmosfera decididamente natalícia paira sobre a baixa. Consigo recuperar a boa disposição mesmo depois de constatar mais uma vez a vergonha que é o nosso aeroporto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com temperatura amena, mergulho na luz artificial da Fnac. Compro, para presentear os meus pais, O &lt;em&gt;Rio das Flores&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Balada da Praia dos Cães&lt;/em&gt;. Depois, pergunto como é possível o mercado editorial literalmente roubar o consumidor de forma tão descarada? Os livros que vale a pena ler, que pertencem à cultura nacional ou internacional, são enrolados numa capa que transluz, com o título numas letras em relevo, impressos num papel canelado ou lá o que é, e eis que o preço quase nunca é inferior a 15-20 euros. Em Itália, por exemplo, todos os grandes livros têm a sua edição &lt;em&gt;paperback&lt;/em&gt;, e ninguém deixa de ler Calvino ou Pavese, porque essas edições são feitas para a leitura, não para enfeitar as estantes das salas dos jovens casais minimalistas. Por 7 ou 8 euros (e muitas vezes menos) levamos para casa Bulgakov ou Dostoievski. Aqui pagamos 25 e levamos para casa um livro pesadão, com umas margens enormes e desproporcionadas, difícil de encaixar na mala...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas enfim, bom Natal a todos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4138658675998347357?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4138658675998347357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4138658675998347357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/12/praia-dos-ces.html' title='praia dos cães'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R271jZx0kGI/AAAAAAAAACg/CAU1zAydN9U/s72-c/lisboa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7929155882960687868</id><published>2007-12-20T12:04:00.000+01:00</published><updated>2007-12-20T12:06:10.907+01:00</updated><title type='text'>preço de amar cada vez mais a humanidade</title><content type='html'>Suportar cada vez menos as pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7929155882960687868?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7929155882960687868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7929155882960687868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/12/preo-de-amar-cada-vez-mais-humanidade.html' title='preço de amar cada vez mais a humanidade'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7952048164663327536</id><published>2007-12-20T02:16:00.000+01:00</published><updated>2007-12-20T11:42:29.940+01:00</updated><title type='text'>de motard a evangelista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vale a pena ler &lt;a href="http://keithburgess-jackson.com/?p=8120"&gt;este texto&lt;/a&gt; de Keith Burgess-Jackson sobre a revolução interior de um seu ex-aluno. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7952048164663327536?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7952048164663327536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7952048164663327536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/12/de-motard-evangelista.html' title='de motard a evangelista'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-9143487529444362187</id><published>2007-12-20T01:36:00.000+01:00</published><updated>2007-12-25T13:26:25.435+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R2m-0Jx0kFI/AAAAAAAAACY/h6W7OJ5wkYM/s1600-h/canova_venere_e_adonis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145853852434862162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R2m-0Jx0kFI/AAAAAAAAACY/h6W7OJ5wkYM/s320/canova_venere_e_adonis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Antonio Canova, &lt;em&gt;Vénus e Psiche&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noto que na blogoesfera &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt; não há lugar para o estilo confessional. Que deixar escapar uma lamechice é visto como o abandono da forma, ou seja, do estilo. Não é já a substância (essa instância metafísica e &lt;em&gt;demodé&lt;/em&gt;), mas o estilo, que constrói a identidade. Ceder a um arrebatamento emocional significa anular a capacidade de nos diferenciarmos pela qual buscamos com ardor um estilo próprio. A confissão de um grande sentimento é a confissão de que encontrámos nessa grande sensação a anulação da identidade, da &lt;em&gt;diferenciação&lt;/em&gt;. No ponto máximo do sentimento toda a diferença se anula, toda a identidade se dilui. No ponto máximo do sentimento se encontra o ponto zero do &lt;em&gt;poseur&lt;/em&gt;. O paradoxo da vida joga-se aqui. Generalizo porque, não certamente por acaso, penso que é também é este o maior paradoxo da literatura.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-9143487529444362187?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/9143487529444362187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/9143487529444362187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/12/antonio-canova-vnus-e-psiche-noto-que.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R2m-0Jx0kFI/AAAAAAAAACY/h6W7OJ5wkYM/s72-c/canova_venere_e_adonis.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-859203760365559767</id><published>2007-12-18T01:16:00.000+01:00</published><updated>2007-12-18T02:21:12.311+01:00</updated><title type='text'>quatro virgens ofendidas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O prémio vai para Daniel Dennet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Well, I want religion to be treated as the pharmaceutical industry, or the oil industry!&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta pensar o fenómeno religioso, em vez da religião. Christopher Hitchens é o mais inteligente, porque é o que mostra mais dúvidas. A certa altura, pergunta se o que eles querem e desejam é mesmo acabar com a religião. Não há resposta satisfatória. Ficam-se, a partir daí, pela política.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-869630813464694890"&gt;teste&lt;/a&gt; &lt;a href="http://http//video.google.com/videoplay?docid=-225595257312538919"&gt;aqui &lt;/a&gt;a sua inteligência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-859203760365559767?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/859203760365559767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/859203760365559767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/12/quatro-virgens-ofendidas.html' title='quatro virgens ofendidas'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-9139020502108827060</id><published>2007-12-16T13:13:00.000+01:00</published><updated>2007-12-16T14:46:13.861+01:00</updated><title type='text'>natal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://static.blogo.it/06blog/natale_roma.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://static.blogo.it/06blog/natale_roma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.06blog.it/post/548/shopping-natalizio-e-idee-regalo-a-roma/1"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;daqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Correr, entrar, escolher, pegar, comprar, embrulhar, bancomat, massas incógnitas, casacos com pelos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrar, furar, respirar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sair, arrepio, pensar no resto do dia. Chegar, descalçar, ligar, ouvir, olhar o lá fora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acomodar, planejar, espreguiçar, pensar em começar, não começar. Jantar, falar, rir, tentar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficar sozinho e gostar, telefonar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ler e escrever e fotografar o dia, a vontade de lamentar e queixar, o impor a mudança mas ficar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É bom e sombrio o natal das horas, que há a todo o minuto, materializando-se por esta altura. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-9139020502108827060?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/9139020502108827060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/9139020502108827060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/12/natal.html' title='natal'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-1410153409802315243</id><published>2007-11-29T12:30:00.000+01:00</published><updated>2007-11-29T13:00:31.947+01:00</updated><title type='text'>log</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Duplicar a vida através da escrita. Escrever é criar um interstício, uma trincheira entre o nada dos dias mudos e o mistério que se guarda onde as palavras não chegam. Mas será que esse destino da escrita é completo pelo acto mesmo de escrever, ou esse é antes o preenchimento de um não-lugar que é determinação real, pertencente ao próprio mundo, sem nele se situar como &lt;em&gt;topos? É a escrita criadora de lugares, ou de paisagens?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-1410153409802315243?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1410153409802315243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1410153409802315243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/11/log.html' title='log'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-1480637229708320940</id><published>2007-11-25T02:33:00.000+01:00</published><updated>2007-11-25T02:58:18.144+01:00</updated><title type='text'>e como é roma? e como é londres? e como é são paulo?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R0jSAZgQEmI/AAAAAAAAACQ/HmXMjAfL0LU/s1600-h/Audrey_Hepburn_Roman_Holiday_cropped.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136586279304041058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R0jSAZgQEmI/AAAAAAAAACQ/HmXMjAfL0LU/s320/Audrey_Hepburn_Roman_Holiday_cropped.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Roman Holiday é um filme que me despertou imediatamente o interesse de voltar a Roma. À Roma Cidade Eterna, longe de onde na verdade habito. Uma grande cidade mostra-se apenas no interior de quem sabe que já não se pode concentrar uma metrópole numa descrição linguística, numa definição. É a sua dispersão que a define, mas isso é incomunicável, é matéria para ser digerida apenas pela individualidade que se abre a esta impossibilidade de comunicação, capaz de interiorizar o paradoxo e a evidência da coexistência dos contrários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a beleza, esta realmente inominável, de Audrey Hepburn...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-1480637229708320940?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1480637229708320940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1480637229708320940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/11/e-como-roma-e-como-londres-e-como-so.html' title='e como é roma? e como é londres? e como é são paulo?'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R0jSAZgQEmI/AAAAAAAAACQ/HmXMjAfL0LU/s72-c/Audrey_Hepburn_Roman_Holiday_cropped.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7827514852216094232</id><published>2007-11-20T21:59:00.000+01:00</published><updated>2007-11-27T01:13:07.695+01:00</updated><title type='text'>toque de midas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R0NgT5gQElI/AAAAAAAAACI/oaXUoLYcPhY/s1600-h/SanGerolamoStudio_Antonella+da+Messina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135053895102370386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R0NgT5gQElI/AAAAAAAAACI/oaXUoLYcPhY/s320/SanGerolamoStudio_Antonella+da+Messina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antonello da Messina, &lt;em&gt;São Gerónimo no seu estúdio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O trabalho do tradutor poderia ser descrito como um escrever por trás de si próprio. Se é ele que faz de mediador, de canal, entre uma língua e outra, é também a única entidade possível entre as formas linguísticas que ocupam o espaço textual. Portanto o tradutor é um escritor esvaziado do acto criativo, embora o seu trabalho final adquira uma modalidade única (original) pelo facto de que é ele o único ser envolvido que é dotado de faculdades sensitivas . Ao longo de todo o processo foi ele o único que contactou com as duas margens do mesmo “texto”. Foi ele que viu, previu e fez ver, na solidão de quem tem o silêncio do papel à sua frente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tradutor é, ainda, a única possibilidade de humanidade entre o mesmo texto em diferentes línguas. Na verdade, um texto é uma obra cuspida para o mundo, que assume um carácter definitivo de objecto passível de ser contactado. Há, mesmo nessa abertura de ser objecto deixado à sua fruição, qualquer coisa de acabado, de feito, de “concretizando um plano misterioso”. Só o verter da obra para outra modalidade (traduzindo-a) é passível de fazer com que algo absolutamente intocável e inegável como é a obra na sua implacável aparição sobre a terra, possa ainda ser manchada pela deformação humana.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7827514852216094232?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7827514852216094232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7827514852216094232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/11/toque-de-midas.html' title='toque de midas'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/R0NgT5gQElI/AAAAAAAAACI/oaXUoLYcPhY/s72-c/SanGerolamoStudio_Antonella+da+Messina.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4810812981030325870</id><published>2007-11-14T00:50:00.000+01:00</published><updated>2007-11-14T01:02:51.136+01:00</updated><title type='text'>ressoa longe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;um qualquer "não metas o bodelho onde não és chamado". E agora? onde foi que meti o bodelho? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São memórias destas que me garantem uma identidade. São elas que unem as pontas do meu passado e do meu futuro. É a segurança do mundo e a última réstea de conforto. O "bodelho". "Onde não sou chamado". Longínquo, mas meu...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já agora, eu gosto muito de meter o dito cujo, lá onde a minha comparência não foi requerida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4810812981030325870?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4810812981030325870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4810812981030325870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/11/ressoa-longe.html' title='ressoa longe'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4985949642996648905</id><published>2007-11-10T15:33:00.000+01:00</published><updated>2007-11-10T15:36:23.227+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RzXBg36AecI/AAAAAAAAACA/3nB4IXLUj-4/s1600-h/beijo_gustavklimt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131220120965773762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RzXBg36AecI/AAAAAAAAACA/3nB4IXLUj-4/s320/beijo_gustavklimt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Klimt, &lt;em&gt;O Beijo &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que mais me tem vindo a insidiar, e as coisas que insidiam, insidiam silenciosamente, mostrando a razão pela qual estes dois conceitos casam tão bem, é a falta de segurança generalizada das pessoas.&lt;br /&gt;Falo disto porque, obviamente, me coloco do lado daqueles que adquiriram uma força de viver tal de poder falar, com confiança, de um tema que, inevitavelmente, acabará por rebaixar a maioria dos seres humanos e que se abre com muitíssima facilidade à crítica moralista, às acusações de arrogância e presunção (não aqui, mas no contacto real com seres humanos), próprias de quem só consegue arranjar porto seguro na diminuição do carácter superior de alguns seres, incluindo-os na esfera da hipócrita moral “baixa”, aquela que exclui ou inclui a partir de critérios que, de forma mais ou menos directa, se relacionam com aspectos de mera “visibilidade”, de interesses pessoais mesquinhos e com desígnios materiais, inessenciais, de “estilo” ou de imagem.&lt;br /&gt;Certamente visível a poucos mas a esses por demais evidente, é esta abrangente falta de amizade pela verdade que se mostra em tudo o que é agregação. E não me digam que os comportamentos são todos justificados por dinâmicas estruturais dos grupos, dos ambientes, etc. É, claro, necessário jogar esse jogo, da integração, da imagem e tudo o resto, mas é no conteúdo, não na forma, que a parvoíce e a hipocrisia se torna clara. Nas conversas. No que se diz, no que se faz e principalmente no como se faz. Falta uma subtileza &lt;em&gt;&lt;strong&gt;consapevole&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Um destaque estético, que nos atire para a cena teatral do mundo com o mesmo impulso que nos faz a ela retrairmo-nos, olhando os esgares das gargalhadas com terror e ironia, complacência e agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijinho, que hoje estou carente.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4985949642996648905?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4985949642996648905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4985949642996648905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/11/klimt-o-beijo-o-que-mais-me-tem-vindo.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RzXBg36AecI/AAAAAAAAACA/3nB4IXLUj-4/s72-c/beijo_gustavklimt.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-1161331892013022946</id><published>2007-11-08T22:35:00.000+01:00</published><updated>2007-11-08T22:52:33.285+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As boas coisas não podem ser "interessantes". Não podem ser uma fruição meramente "intelectual". Têm de intrometer-se no sentir. A seriedade do pensar é uma abertura do corpo ao mundo, é um sorrir e um rir, um chorar e desesperar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-1161331892013022946?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1161331892013022946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1161331892013022946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/11/as-boas-coisas-no-podem-ser.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4045694419780657314</id><published>2007-10-29T22:08:00.000+01:00</published><updated>2007-10-29T22:17:18.768+01:00</updated><title type='text'>a estética do fazer filosofia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RyZNnlPajZI/AAAAAAAAAB4/jfAXdeWJJWU/s1600-h/paolo+uccello_san+giorgio+e+il+drago.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126870568214891922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RyZNnlPajZI/AAAAAAAAAB4/jfAXdeWJJWU/s320/paolo+uccello_san+giorgio+e+il+drago.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paolo Uccello, &lt;em&gt;San Giorgio e il Drago&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque há toda uma ontologia, um pensar inconstante e inconsciente por detrás da criação, antes de a obra chegar ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, mesmo ao nível da intenção, da consciência, da vontade, a escritura filosófica não é inocente e obedece a um certo incarnar o espírito do filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque dar o próprio assentimento ao que se escreve é talvez uma prerrogativa necessária para que o que se escreve surja enquanto obra. Ou seja para além dos aspectos que colocam o criador como um mero intermediário, ele não fica na penumbra e todo o produzir é atravessado por uma luta entre o criador e a obra. Há sempre qualquer coisa de agressivo no fazer artístico, e no fazer filosófico. Há sempre uma vontade de assenhorar-se de tudo o que é condição, natureza e epifania na obra de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a Estética, pelo menos desde Husserl e a fenomenologia, já saiu do circuito dentro do qual se entende a Arte na sua forma clássica, isto é, ou como reprodução de elementos do mundo, ou como relação essencial com o mundo do ponto de vista da representação das suas formas. Ela intromete-se nos núcleos duros da Ética, da Hermenêutica, da Política, até da Religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde ganha a filosofia a sua identidade? Afinal, o que é a filosofia? É este o projecto de uma estética do fazer filosófico…&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4045694419780657314?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4045694419780657314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4045694419780657314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/esttica-do-fazer-filosofia.html' title='a estética do fazer filosofia'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RyZNnlPajZI/AAAAAAAAAB4/jfAXdeWJJWU/s72-c/paolo+uccello_san+giorgio+e+il+drago.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8987756561780802766</id><published>2007-10-26T20:09:00.000+02:00</published><updated>2007-10-27T01:57:49.194+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;a rectidão da água; o crescimento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a rectidão da água; o crescimento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;das avenidas, ao anoitecer, sob a nua&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vibração dos faróis;o laço, mesmo, das portas só&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;entreabertas, onde a luz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;silenciosa se demora; são memórias, decerto, de um anterior&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;esquecimento, uma inocente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;fadiga das coisas, como os corpos calados, abandonados&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;na véspera da guerra, o teu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;jeito para o desalinho branco das palavras,altas asas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;as de nuvens no clarão do céu em vão rigor abrindo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;o destinado enigma: assim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;desconhecer-te cada dia mais &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ausente de recados e colheitas,em assustado bosque, em sombra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;clareira, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ao risco dos rios frívolos descendo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;seixos polidos, desinscritos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;imóveis movendo a luz do dia;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a margem recortada, aonde vivem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ausentes e seguros, os luminosos animais do inverno;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;assim são na verdade os muros claros;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;assim respira o tempo, a terra intensa. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;António Franco Alexandre, &lt;em&gt;A Pequena Face&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Porque é que se tem que explicar a poesia? Esta poesia que se escreve agora (como nomeá-la? minimalista, seminal, arquitectónica…)tem uma coisa interessante: é que ao lê-la já nem imagens se desenham na nossa mente. Não há mais espaço para a imaginação na poesia odierna. Ela apresenta apenas linhas, vectores, pontos de fuga. Ela inscreve numa dimensão superior à da sensibilidade humana. Foge-lhe e consegue criar uma espécie de rejeição. Parece abandonar a pretensão humana que tem toda a criação, perdendo, do ponto de vista da criação artística, a auto-referencialidade.&lt;br /&gt;Interessante como ponto de fuga epistemológico, questão que é absolutamente estrangeira ao artista, que nem já intérprete é. Será, talvez, uma espécie de místico urbano, uma pitonisa dos arrabaldes, um pai-de-santo de estações de metro.&lt;br /&gt;É poesia que não se lê, mas que se inala.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8987756561780802766?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8987756561780802766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8987756561780802766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/rectido-da-gua-o-crescimento-rectido-da.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4292125065441969573</id><published>2007-10-23T00:58:00.000+02:00</published><updated>2007-10-23T01:11:44.047+02:00</updated><title type='text'>rosso trevi</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rx0uA_5PrOI/AAAAAAAAABw/Cn9HwkaApv4/s1600-h/_2170_1652807628_c77a09e64e.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124302545703906530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rx0uA_5PrOI/AAAAAAAAABw/Cn9HwkaApv4/s320/_2170_1652807628_c77a09e64e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Aspecto da Fontana di Trevi esta sexta-feira, objecto de uma intervenção vândalo-artística de um obscuro grupo que se adjectiva "futurista". Nada de danos permanentes à histórica fonte. Apenas um aspecto interessante, e muita surpresa. É bom saber que ainda há quem prepare "manifestos", que ainda há quem queira acordar o mundo através da arte, ou pelo menos intervindo ao nível do "conceito". Para quando o verde ou o azul?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4292125065441969573?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4292125065441969573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4292125065441969573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/rosso-trevi.html' title='rosso trevi'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rx0uA_5PrOI/AAAAAAAAABw/Cn9HwkaApv4/s72-c/_2170_1652807628_c77a09e64e.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8162851515351949669</id><published>2007-10-20T19:09:00.000+02:00</published><updated>2007-10-20T20:11:16.723+02:00</updated><title type='text'>inteligentsia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essa classe difusa e heterogénea que são os "intelectuais". Nos últimos dois dias, assisti a um convénio sobre o tema. Versou-se sobre a definição deste termo, sobre as relações entre os poderes políticos e os intelectuais, sobre o papel dos intelectuais na era pós-moderna, na qual parte do espaço outrora ocupado pelos eruditos verdadeiramente enciclopédicos, ou seja, apaixonados pela investigação sobre a verdade, é agora ocupado pelos intelectuais de sofá, que debitam a partir de um estúdio de televisão as suas sentenças num exercício não já de saber, mas de retórica e estilo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dos participantes, gostei de Giuseppe Patella, professor em Roma, que nos ofereceu uma comunicação objectiva no que diz respeito aos desafios modernos para a classe intelectual, tendo em conta a era tecnológica e a sobranceria pós-moderna que professa um ultra-relativismo auto-castrador para a própria inteligência, para a criatividade, para os processos mentais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Excelente também o apontamento histórico da minha colega Amalia Verzola, que nos falou da corrente situacionista, em particular de Toni Arno, um dos fundadores da revista "Errata", cujo projecto passava por focar o quotidiano como o lugar da revolução "não-política", ou seja, uma tomada de posição não institucionalizada como movimento de ideologia e portanto tendente a renegar a lógica do poder que assiste ao espaço onde se estabelce a política, espaço esse que compreende não só o exercício do poder mas também metaboliza a resistência que lhe é feita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8162851515351949669?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8162851515351949669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8162851515351949669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/inteligentsia.html' title='inteligentsia'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-3579845145426947042</id><published>2007-10-17T21:32:00.000+02:00</published><updated>2007-10-17T21:36:21.847+02:00</updated><title type='text'>cómico</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RxZj0_5PrNI/AAAAAAAAABo/Wo3jAcVhAaY/s1600-h/assunzione-della-vergine-annibale-carracci_large.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122391388336401618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RxZj0_5PrNI/AAAAAAAAABo/Wo3jAcVhAaY/s320/assunzione-della-vergine-annibale-carracci_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Anibale Carraci, &lt;em&gt;Assunzione della Vergine&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ironia e riso cínico, ainda que simpático. São inseparáveis. Num apontamento irónico há sempre (ainda bem) um sobrelevar-se sobre o mundo. E portanto sempre um destaque em relação ao comum e ao mortal, e ao comum mortal.&lt;br /&gt;O cinismo histórico, aquele da escola grega, é um salto para a frente em relação ao cepticismo. O cepticismo, que diz não crer em nada e que nada se pode saber, não tinha ainda um modo “ético”, faltava-lhe um modo de orientar o comportamento, faltava um modo de estar céptico. É o cinismo que o providencia. E, de facto, é aos cépticos que o cinismo assenta. Quem crê em verdades e por elas luta com todas as armas que possui nunca é cínico. Mas quem vê trincheiras profundas entre nós e o mundo sabe que quase todo o esforço é inútil, e por isso recreia-se com a ironia, o cinismo, o sorriso de superioridade sapiente. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-3579845145426947042?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3579845145426947042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3579845145426947042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/cmico.html' title='cómico'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RxZj0_5PrNI/AAAAAAAAABo/Wo3jAcVhAaY/s72-c/assunzione-della-vergine-annibale-carracci_large.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8965365388693712801</id><published>2007-10-10T17:43:00.000+02:00</published><updated>2007-10-10T18:02:53.119+02:00</updated><title type='text'>involtini de sageza</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rwz1U_5PrMI/AAAAAAAAABg/QzwDBDHXhsw/s1600-h/Adriano+Baptista_american+holidays+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119736617511136450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rwz1U_5PrMI/AAAAAAAAABg/QzwDBDHXhsw/s320/Adriano+Baptista_american+holidays+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Adriano Baptista, &lt;em&gt;American Holiday 3&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é indomável na vida é que ela nos consegue sempre surpreender. Mas a coisa não acaba, nem começa aqui. A vida consegue surpreender principalmente quando não consegue surpreender, quando as esperanças se retraem para deixar avançar o bom velho mundo. Mas mais surpreendente ainda é pensar que há que esperar um &lt;em&gt;brave new world&lt;/em&gt; e que as nossas esperanças se possam dirigir a um outro mundo. Não, estamos e estaremos aqui, e só há que ter esperança que o velho continue o novo (o novo é uma coisa muito antiga).&lt;br /&gt;Deponho toda a minha esperança no surgimento do Sol, amanhã de manhã. As expectativas são importantes, mas apenas se usadas com parcimónia, reflectindo uma harmonia que advém de se adquirir o mesmo ritmo que a natureza, dançando a vida interior. Esperar bem e pouco é conseguir, mas esperar demais é trair.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8965365388693712801?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8965365388693712801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8965365388693712801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/involtini-de-sageza.html' title='involtini de sageza'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rwz1U_5PrMI/AAAAAAAAABg/QzwDBDHXhsw/s72-c/Adriano+Baptista_american+holidays+3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-5011861535721506559</id><published>2007-10-09T00:13:00.000+02:00</published><updated>2007-10-09T00:33:36.600+02:00</updated><title type='text'>uma visitação aos livros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escritas possíveis, e reais: escrever &lt;em&gt;para &lt;/em&gt;dentro, para dar ao mundo apenas aquilo que grita no interior, correndo o risco de este grito encontrar a surdez do mundo. Escrever &lt;em&gt;de&lt;/em&gt; dentro, porque é a única forma de honestidade possível na escrita, e aquela que mais se apoia na esperança de que &lt;em&gt;what goes around comes around&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrita preguiçosa: escrever porque se não tem vontade nenhuma de escrever.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-5011861535721506559?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5011861535721506559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5011861535721506559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/uma-visitao-aos-livros.html' title='uma visitação aos livros'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-6606176514961787436</id><published>2007-10-06T00:00:00.000+02:00</published><updated>2007-10-06T00:01:44.116+02:00</updated><title type='text'>questões de memória</title><content type='html'>Se nós fôssemos ter a um blog cujos textos, sem o podermos saber, tinham sido escritos por nós, reconhecê-lo-íamos? (sim, reconhecê-lo-íamos?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-6606176514961787436?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6606176514961787436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6606176514961787436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/questes-de-memria.html' title='questões de memória'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7515287660156625914</id><published>2007-10-04T16:46:00.000+02:00</published><updated>2007-10-04T18:01:16.485+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/1733_miller/5174023_miller1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/1733_miller/5174023_miller1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leio Henry Miller e Shakespear, contemporaneamente. Muito mais do que alternar entre estas duas “disciplinas”, fico indeciso entre uma e outra. E porque a literatura talvez seja maior do que o mundo, pelo menos em dias absolutamente normais, é esta alternância que rege o meu ir vivendo. De um lado Shakespeare (Cornelia), do outro a devassidão das americanas. De um lado quem seja amarrado a paus para humilhação pública, por mal entendidos e por prevaricação à honra, e do outro a prevaricação como honra.&lt;br /&gt;Tanto um como outro (eis a incontornável síntese, mãe de todos os filósofos!), a transgressão como forma de arte, a criação como respiração. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7515287660156625914?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7515287660156625914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7515287660156625914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/leio-henry-miller-e-shakespear.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8131909217248470276</id><published>2007-10-01T17:12:00.000+02:00</published><updated>2007-10-01T18:10:07.939+02:00</updated><title type='text'>e preso por não ter...</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 244px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="152" alt="" src="http://expresso.clix.pt/users/0/12/c85db144.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agradou-me muito a atitude de Santana Lopes, como, aliás, parece ter agradado a todos. Votei no PSD nas últimas legislativas porque penso, ainda hoje, que a incompetência de Santana Lopes foi em grande medida (não digo a sua totalidade, &lt;em&gt;héllas&lt;/em&gt;!) uma invenção da comunicação social, empolada por um efeito "arrastão", uma acção concertada mas talvez semi-consciente, própria de uma estrutura que estabelece as suas dinâmicas para lá dos agentes que a compõem (sim, Foucault). Por isso o meu voto foi de protesto, até porque num caso destes a acção do "poder comunicação social" só pode conduzir a uma vitória da ignorância sobre a autonomia do pensamento individual, o que aliás foi o caso. O resquício disso é que todos parecem ter de se justificar "pessoalmente" quando agora defendem esta atitude de Santana na Sic Notícias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Santana, &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20071001%26page%3D19%26c%3DA"&gt;tal como Bush e Aznar&lt;/a&gt;, talvez tenha cometido o pecado de em algumas situações permitir que a sua auto-percepção enquanto "agente guiado por um sentido histórico de responsabilidade", tenha percolado para o domínio público. Mas o pecado é a falta de recato, não esta percepção, que na minha minha opinião se justifica e portanto se torna uma condição. E desta vez também foi esse sentido de responsabilidade, para o país mas talvez principalmente para consigo mesmo, que o levou a abandonar a entrevista . A virtude de Santana foi, claro está, levar por diante as suas convicções. Ser inteiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É tudo isto, uma questão de deterioração pública e continuada da imagem de uma pessoa que agora, trocando muitas voltas, se mostra íntegra, que deve fazer confusão a pessoas como Francisco José Viegas, &lt;a href="http://origemdasespecies.blogspot.com/2007/09/momentos-televisivos_27.html"&gt;que não consegue ver um acto virtuoso auto-subsistente e auto-justificativo, e declara que é bonito e tal, mas é também uma jogada premeditada!&lt;/a&gt; Preso por ter cão...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8131909217248470276?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8131909217248470276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8131909217248470276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/10/e-preso-por-no-ter.html' title='e preso por não ter...'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-291860351940125826</id><published>2007-09-30T21:29:00.000+02:00</published><updated>2007-10-24T23:34:49.546+02:00</updated><title type='text'>misplaced</title><content type='html'>&lt;a href="http://milkplus.blogspot.com/dolcevita3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://milkplus.blogspot.com/dolcevita3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao regressar de um longo almoço, viajo no autocarro com alguns dos convivas. Um deles, um angolano quarentão que está aqui a “estudar”, revela mau beber e importuna alguns passageiros, tentando abraçá-los e metendo conversa em tudo menos italiano, porque não o aprendeu, com toda a gente. De repente, deixando a situação entregue aos amigos íntimos, reparo por entre sovacos que descemos a grande velocidade a &lt;em&gt;Via Veneto&lt;/em&gt;. Não houve como não lembrar-me imediatamente de &lt;em&gt;La Dolce Vita&lt;/em&gt;, por uma enorme, profundíssima antonomásia não literária, mas factual. Enquanto Mastroianni, ali mesmo, usava a má educação com glamour, o meu vizinho demonstrava que a ignorância total e transversal (da falta de respeito pelos outros ao cinema) é fundamental para não nos sabermos enquadrar nos nossos tempos. É possível usar vícios com charme, mas para isso há que representar-se como um actor no seu tempo. Se somos ignorantes &lt;em&gt;tout court&lt;/em&gt;, não há nada que nos salve nem a nós, nem aos olhos dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-291860351940125826?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/291860351940125826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/291860351940125826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/09/misplaced.html' title='misplaced'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-6253350299410569657</id><published>2007-09-27T00:17:00.000+02:00</published><updated>2007-09-27T00:41:40.482+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.contempart.org.uk/images/AGM%202006/SpencerTunick,Melbourne5_m.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.contempart.org.uk/images/AGM%202006/SpencerTunick,Melbourne5_m.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Spencer Tunick, &lt;em&gt;Melbourne&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes, quotidianamente até, dou por mim a exercer esta crença, disfarçada de retórica: “O que é que eles queriam, afinal”? Os cidadãos, os políticos, os treinadores, enfim, todas as pessoas com opinião. O que queriam, afinal? Outro mundo? Outro &lt;em&gt;modo de ser&lt;/em&gt;? Outra possibilidade para o Ser?&lt;br /&gt;Nós estamos tão imersos em vozes, em ruído, que parece impossível ouvirmo-nos uns aos outros. Ainda mais difícil é encontrar gente que se contenta com o silêncio. Mas só no silêncio se entende que o tráfego caótico, imundo, de vozes é o que há, apesar do que elas dizem, propõem, discutem. Elas são o que há, e se há algo a mudar, o que duvido, é apenas o volume. Se intercedo por algo, é por um &lt;em&gt;fade out&lt;/em&gt; geral.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-6253350299410569657?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6253350299410569657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6253350299410569657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/09/spencer-tunick-melbourne-muitas-vezes.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4132453425090087253</id><published>2007-09-26T13:21:00.000+02:00</published><updated>2007-09-26T13:37:06.413+02:00</updated><title type='text'>insónia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nós não nos damos à verdade por medo de sermos "descobertos". Mas a verdade também não se dá a nós quando não há razões para ter esses medos. Continuamos a velá-la, ansiando por um momento de pura contemplação, sem retorno. Ambos entricheirados, nós por excesso de visão, e a verdade por excesso de "cegueira".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4132453425090087253?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4132453425090087253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4132453425090087253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/09/insnia.html' title='insónia'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8273303198150059516</id><published>2007-09-24T22:27:00.000+02:00</published><updated>2007-09-24T22:54:21.570+02:00</updated><title type='text'>Eros e Tanatos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.france-italia.it/getfile.php?tipo=immagini&amp;amp;img=/berangere-haegy.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.france-italia.it/getfile.php?tipo=immagini&amp;amp;img=/berangere-haegy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bérangère Haegy, &lt;em&gt;Eros-Thanatos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois deuses inseparáveis, à imagem &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1305644"&gt;destes dois humanos&lt;/a&gt;. Talvez não resista à tentação de romantizar, mas há ali, pelo menos, o momento da &lt;em&gt;decisão&lt;/em&gt;, e o momento da &lt;em&gt;concretização&lt;/em&gt;, o momento em que as duas divindades se unem e se sublimam. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8273303198150059516?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8273303198150059516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8273303198150059516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/09/eros-e-tanatos.html' title='Eros e Tanatos'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-352134628534903250</id><published>2007-09-24T01:13:00.000+02:00</published><updated>2007-09-24T01:19:51.407+02:00</updated><title type='text'>Teoria dos conjuntos</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ecn.org/leoncavallo/milano/worker.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.ecn.org/leoncavallo/milano/worker.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À frente da minha casa há um &lt;em&gt;Centro Sociale&lt;/em&gt;. Estes lugares são comuns aqui em Itália, especialmente de Roma para baixo. São basicamente associações culturais que desenvolvem actividades como edição independente de livros, discussões ou concertos. Alguns, como este, têm também espaços para actividades desportivas (futebol, ginástica, aulas de capoeira, ginásio). A maior parte dos seus utilizadores são jovens, mas também há os menos jovens, e, também, estas associações desempenham um papel muito importante na dinamização dos bairros periféricos onde por norma se inserem.&lt;br /&gt;Tudo isto enrolado e recheado de política, como está bom de ver. É um reduto para esquerdistas em geral, comunistas em particular.&lt;br /&gt;Recentemente, passei por lá, para almoçar (excelente pasta e não só, a preços simbólicos!), a primeira vez fui sozinho e na segunda fui com um grupo de recém-conhecidos. Nas duas visitas foi possível observar diferenças que se apresentam quando o ambiente "primário" onde me encontrava foi diferente (o caso em que fui sozinho / o caso em que fui acompanhado) enquanto o ambiente secundário se manteve (o centro social, e respectiva comunidade). Assim, quando fui sozinho senti-me imediatamente olhado de lado, suspeito e provavelmente tido como ameaçador à congeminação secreta de uma qualquer inútil demonstração que por lá se organizava (discutiam-se &lt;em&gt;layouts&lt;/em&gt; de panfletos, &lt;em&gt;slogans&lt;/em&gt; e lutava-se por lideranças). Na minha anonimidade, nem sequer denunciadamente estrangeiro e absolutamente desconhecido, e no meio de tal reunião, comi à pressa as &lt;em&gt;orecchiette&lt;/em&gt; e fui-me embora dali, maldizendo esta mania da subversão, e ainda mais convencido da cegueira e da auto-alienação a que estes grupinhos se prosternam.&lt;br /&gt;Mas esta dificuldade em um grupo aceitar um estranho que ainda por cima parece estranho é muito compreensível. Afinal, qualquer grupo depende da sua identidade e a desconfiança em relação ao estranho é essencial para manter e ir preservando essa mesma identidade. Emocionalmente, marcou-me negativamente, mas não tanto que racionalmente não se possa aceitar tal comportamento.&lt;br /&gt;Já quando fui com os meus novos amiguinhos, fiquei bem mais perturbado pela forma como as pessoas da minha mesa, todos eles estudantes de doutoramento em áreas científicas, não conseguem perceber, ter a sensibilidade, capacidade de adaptação e, finalmente, respeito, pelo ambiente e pelo lugar onde estão. Para além de toda a fantochada típica de cortejamentos com a subtileza de um terramoto, coisas de quem passa a vida fechado em laboratórios a mexer em ratinhos, foram (fomos, enquanto grupo) incapazes de perceber os valores que se esperam sejam partilhados por todos os que entram naquele espaço, que justamente pretende ser de partilha e entreajuda, onde os cozinheiros são as mesmas pessoas que chegam às mesas a perguntar se temos mortalhas, em que quando as pessoas se levantam pegam nos pratos e nos talheres e levam-nos para dentro. No meu grupo ninguém o fez, e as pessoas basicamente usaram o lugar como se de um restaurante se tratasse.&lt;br /&gt;É um espaço aberto, no sentido em que qualquer um pode entrar. É politizado, sim senhor, mas a política nada tem a ver com o respeito em relação ao outro, e principalmente ao outro que nos acolhe e que cozinha para nós (os preços são, realmente, muito baixos, demasiado baixos para que haja um lucro minimamente significativo). Esta falta de sensibilidade é-me desconfortável, e significa falta de atenção para com os outros. Aquilo não é um restaurante, não se pode utilizar como um. É um espaço de difusão de cultura com cujas bases podemos ou não concordar, mas é um espaço estruturado por uma certa humildade do oferecer. E é preciso ter olhos que vejam isso, e por tantas razões importantes; para se promover a própria aceitação e consequente possibilidade de bem-estar, de evolução e aprendizagem, por exemplo, ou para se ter a minha simpatia. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-352134628534903250?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/352134628534903250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/352134628534903250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/09/teoria-dos-conjuntos.html' title='Teoria dos conjuntos'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-2375822242668652728</id><published>2007-09-21T12:09:00.000+02:00</published><updated>2007-09-21T12:27:51.963+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RvOcIRq1smI/AAAAAAAAAAk/uTxrPxyfbOg/s1600-h/rothko2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112601667991614050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RvOcIRq1smI/AAAAAAAAAAk/uTxrPxyfbOg/s400/rothko2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Untitled (No.4) [1964], Mark Rothko&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E agora, que fazer? Sentar-se à secretária, andar aqui e ali a viver só em mim. É preciso sempre avançar, partir, deixar. Ler, escrever, comentar, conhecer. Eu preciso, ao invés, do esvaziamento, do nada interior tendencial, desejado e inalcançável. Não há para mim nenhum motor que não tenha marcha reversível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O adiante que se reveza, deixemos o tempo negligenciado, e atenhamo-nos ao possível.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-2375822242668652728?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/2375822242668652728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/2375822242668652728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/09/untitled-no.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RvOcIRq1smI/AAAAAAAAAAk/uTxrPxyfbOg/s72-c/rothko2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7941498678216873315</id><published>2007-09-20T17:44:00.000+02:00</published><updated>2007-09-20T18:04:28.271+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://italophiles.com/images/aerial8.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://italophiles.com/images/aerial8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eis a cidade na qual me reencontro. Assim, na sua indiferença que não é prepotente mas simplesmente apresentada, ela recolhe-me nas suas nuvens de poluição e nas suas multidões. &lt;em&gt;Que com ela me re-encontro&lt;/em&gt;, tal e qual, porque quando a deixei, aqui fiquei &lt;em&gt;alhures-adormecido&lt;/em&gt;, e agora me retomo, como se fosse um encore de um concerto não percebido.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7941498678216873315?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7941498678216873315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7941498678216873315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/09/eis-cidade-na-qual-me-reencontro.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-3063477017265994510</id><published>2007-06-23T17:28:00.000+02:00</published><updated>2007-10-24T23:28:48.383+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pepe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rn08tQ48PEI/AAAAAAAAAAc/08abcdqxOSM/s1600-h/pepe7.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079282703069363266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rn08tQ48PEI/AAAAAAAAAAc/08abcdqxOSM/s400/pepe7.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Terás tido uma má noite, como que uma justiça incapaz de equilibrar-se com os anos de alegria, de saltos, de atenção, de carinho. Dezasseis anos, mais de metade da minha vida, e tu sempre ali. Querias a minha atenção e eu a tua. E fomos amigos. É isso que és e serás para mim: a verdadeira amizade.&lt;br /&gt;Agora, mais um fim de semana em que fico em casa. Mas tu já não estás. Ainda existes nos pequenos gestos da minha distracção. Fechei a porta hoje à noite para não saíres da cozinha.&lt;br /&gt;Assalta-me durante o dia a lembrança em dar-te comida.&lt;br /&gt;Evito olhar o canto onde tinhas a cama. Não quero ver que não estás.&lt;br /&gt;Quando abria a janela um pouco mais, para que o sol batesse no chão, e tu procurasses aquele calor para te pores a roer as unhas ao meu lado…&lt;br /&gt;Quando viajava e ficava fora muito tempo, chegava e tu reconhecias-me imediatamente, assaltado pela surpresa, e eu consolado porque não me esqueces-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas e horas em que te passeava, e nós os dois a mudar-mos. Cresci e tornei-me consciente sempre com a tua companhia. Tu dormias e ficavas à espera que eu não te fosse acordar. Estavas lá, simplesmente. Eras simples, existias.&lt;br /&gt;E continuarás sempre, para mim, como o exemplo perfeito da amizade e da lealdade.&lt;br /&gt;Paz, porque em ti há alma, e em mim memória.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-3063477017265994510?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3063477017265994510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/3063477017265994510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/06/pepe-ters-tido-uma-m-noite-como-que-uma.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rn08tQ48PEI/AAAAAAAAAAc/08abcdqxOSM/s72-c/pepe7.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7388139491963544288</id><published>2007-06-23T14:19:00.000+02:00</published><updated>2007-10-24T23:28:23.606+02:00</updated><title type='text'>nostalgia de um não-passado</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rn0SBg48PDI/AAAAAAAAAAU/PIOGtRT2_2E/s1600-h/ind%C3%ADcio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079235771961719858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rn0SBg48PDI/AAAAAAAAAAU/PIOGtRT2_2E/s400/ind%C3%ADcio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vivemos num mundo habitado. A terra, uma praia virgem, uma paisagem intocada, são tudo quimeras de um pensamento pulsante tentando antecipar-se na maior radicalidade, isto é, tentando habitar um espaço ante-humano. Há toda uma anterioridade para sempre intocável, que não poderemos abraçar, há todo um mundo que se dispôs antes de nós, ao qual chegámos depois, e que continuamos, que a ele continuamos. Parte de si somos nós, e cada um de nós um corpo em transição num lugar transformante, mas com o apelo forte da sua originalidade. A Natureza viva mas inconsciente, esse mar antes do mar com que o nomear, o primitivo que chega à praia e se encontra com o mar-animal pela primeira vez, que tem à sua frente o declive da serra luzindo num dia sem calendário. Onde estiveram estes lugares? O que é o olhar puro de um mundo sem nomes, sem geografias, onde a maravilha se exalta apenas com a sua força interior própria, e não com o peso do seu significado?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7388139491963544288?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7388139491963544288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7388139491963544288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/06/nostalgia-de-um-no-passado-vivemos-num.html' title='nostalgia de um não-passado'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/Rn0SBg48PDI/AAAAAAAAAAU/PIOGtRT2_2E/s72-c/ind%C3%ADcio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-6370422137266004286</id><published>2007-06-18T13:06:00.000+02:00</published><updated>2007-10-24T23:27:56.258+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RnZoUQ48PCI/AAAAAAAAAAM/icTyDKuhX9o/s1600-h/Rembrandt+-+Philosopher+in+Meditation+%5B1632%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077360327247281186" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RnZoUQ48PCI/AAAAAAAAAAM/icTyDKuhX9o/s400/Rembrandt+-+Philosopher+in+Meditation+%5B1632%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rembrandt, &lt;em&gt;Filósofo em meditação&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ser o que se é&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade que temos em interrogar é tão grande, e pode descobrir-se ininterrupta, e radical. Muito do que é a filosofia está aqui. É o espanto que desce sobre nós próprios, que nos propicia a continuar as interrogações. E este ímpeto gerado ganha asas, move-se, cinetiza-se, até começarmos a tecer considerações não já apenas sobre nós, mas sobre o mundo.&lt;br /&gt;Depois tenta-se universalizar, a partir da razão, bramindo espadas contra as ideias "feitas" mas não totalmente exploradas pelo pensamento. Pensa-se no que é. Surgem dúvidas sobre o que é. Pensa-se o Ser e pensa-se se podemos pensá-lo. Assomando o fantasma da reclusão, abrem-se também as portas da mais genuína liberdade. Tornamo-nos senhores porque duvidamos, porque existe uma quase indizível certeza íntima da incerteza. Aí, estamos no meio da História, porque dela somos intérpretes. Porque se sente que a nossa mente é um decifrador mais ou menos caótico para o curso dos acontecimentos. E então há um autismo que reclama o seu espaço, que não quer ouvir e não ouve, porque o corpo se convence que há um curso pessoal a seguir, um ensinamento que só a nós próprios podemos dar.&lt;br /&gt;Apoderamo-nos assim do mundo que já era nosso. Só que onde antes havia aquele espaço de silêncio que não se fazia mesmo ouvir, por mais que gritasse, e onde habitávamos com a inocência em riste de um soldadinho de chumbo, agora há uma multiplicação eterna de elementos a clamar a sua expressividade, há um mundo a precisar de organização, uma organização consequente e eloquente e magistral. Enquanto filósofo, nenhum homem se basta. A torrente que o leva é onde ele tem de aprender a nadar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-6370422137266004286?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6370422137266004286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/6370422137266004286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/06/rembrandt-filsofo-em-meditao-ser-o-que.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mUh282kpDEU/RnZoUQ48PCI/AAAAAAAAAAM/icTyDKuhX9o/s72-c/Rembrandt+-+Philosopher+in+Meditation+%5B1632%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-4987669822964093691</id><published>2007-06-16T19:30:00.000+02:00</published><updated>2007-06-16T19:39:52.391+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Das formas de passar uma tarde de chuva:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://www.libreriauniversitaria.it/data/images/BIT/347/9788804523475g.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.libreriauniversitaria.it/data/images/BIT/347/9788804523475g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://shop.shopblogger.de/images/variationabsolut.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://shop.shopblogger.de/images/variationabsolut.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-4987669822964093691?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4987669822964093691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/4987669822964093691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/06/das-formas-de-passar-uma-tarde-de-chuva.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-5765369955737199974</id><published>2007-06-15T14:33:00.000+02:00</published><updated>2007-10-24T23:27:25.249+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://homepages.tesco.net/ian.cox99/Vermeer%20-%20Girl%20with%20a%20Pearl%20Earring%20(1665).jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://homepages.tesco.net/ian.cox99/Vermeer%20-%20Girl%20with%20a%20Pearl%20Earring%20(1665).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho sempre a tentação de escrever sobre um jogo de Portugal como este de anteontem frente à Holanda. De dizer mal, de desancar, de questionar o porquê de um "Amoreirinha" ou mesmo de um "Couceiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro jogo "era o primeiro", e contra Holanda foi "o árbitro". Não há uma culpa que se assuma? Não há um jogador (por exemplo o Manuel da Costa, que aprendeu português a passar férias em Cucujães) que diga que a culpa foi do treinador, de si próprio, do João Pereira? Que diga que "não conseguimos articular o nosso jogo e sacudir a pressão a meio-campo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, a culpa transfere-se para uma circunstância: o "primeiro jogo" ou para um elemento exterior: "o árbitro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, uma coisa salta à vista. O guarda-redes holandês chama-se Vermeer e os comentadores da TVI, surpreendentemente, não disseram um comentário do tipo: "&lt;em&gt;Grande desfesa do guarda-redes que tem o mesmo nome do pintor do séc. XVII, e que inspirou um filme no qual um director de fotografia português ia ganhando um óscar!&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa salta à vista: &lt;a href="http://www.zerozero.pt/jogador.php?edicao_id=1450&amp;amp;epoca_id=136&amp;amp;id=19013"&gt;esta informação do site zerozero&lt;/a&gt; que diz que Vermeer é o "12º que menos tempo precisa para marcar na Euro U21 2007. Um golo em cada 0 Minutos." &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma...pérola. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-5765369955737199974?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5765369955737199974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5765369955737199974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/06/tenho-sempre-tentao-de-escrever-sobre.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-5096859762256135092</id><published>2007-06-11T13:40:00.000+02:00</published><updated>2007-10-24T23:27:40.154+02:00</updated><title type='text'>white stripes</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.motorcityrocks.com/white.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.motorcityrocks.com/white.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal não falo nada dos Smashing Pumpkins porque gostei mais destes dois estarolas, que estavam lá, apenas dois, a encher o palco de som, com uma força e vitalidade só ao alcance de quem contacta muito com riscas brancas... E se é possível ser estrela de Rock n´Roll com trinta anos de idade (ou mais) e mexer-se assim e ainda por cima ter uma voz tão estridente e afinada, só pode ser porque se nasceu para aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu, quando os Smashing faziam aquele encore de 45 minutos só para testar a paciência de Portugal, comecei a sentir as rótulas a darem de si, e fui-me afundando, lentamente, na lama que entretanto se tinha criado pelas gotas saudosistas daquele concerto da praça de touros ao qual não fui e no qual nunca tinha ouvido falar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-5096859762256135092?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5096859762256135092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/5096859762256135092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/06/riscas-brancas.html' title='white stripes'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-8747899597316846233</id><published>2007-06-09T20:35:00.000+02:00</published><updated>2007-06-09T20:51:02.472+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;1979&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/0/05/Smashing_pumpkins_2000_promo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/0/05/Smashing_pumpkins_2000_promo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estes malucos vão-me dar música. Ódepois conto.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-8747899597316846233?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8747899597316846233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/8747899597316846233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/06/1979-estes-malucos-vo-me-dar-msica.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-7515030854527575990</id><published>2007-06-04T20:32:00.000+02:00</published><updated>2007-10-24T23:24:39.079+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.smh.com.au/ffximage/2007/06/03/g8protest_wideweb__470x287,0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.smh.com.au/ffximage/2007/06/03/g8protest_wideweb__470x287,0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cimeira G8. O habitual momento &lt;em&gt;rave&lt;/em&gt; dos jovens "explorados". Explorados, mas não pelo "poder económico" ou pelo "capitalismo selvagem". Eles são explorados pela lógica dos "poderes", que faz com que hajam sempre reacções de contra-poder. Só desta forma o poder e a resistência ganham forma e identidade. Não há poder sem resistência nem resistentes (mesmo que queiram, aparentemente, derrubar o poder) sem esse poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tomássemos todos consciência destas coisas pá, e havia de ser bonito (mas também um bocado para o impossível).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-7515030854527575990?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7515030854527575990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/7515030854527575990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/06/cimeira-g8.html' title=''/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-670761356674567988</id><published>2007-05-24T22:10:00.000+02:00</published><updated>2007-10-23T01:20:49.523+02:00</updated><title type='text'>ser e (bom) tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://warchild13.com/wp-content/uploads/2006/01/images/Hopper_Edward_Morning_Sun1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://warchild13.com/wp-content/uploads/2006/01/images/Hopper_Edward_Morning_Sun1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Edward Hopper, &lt;em&gt;Morning Sun&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-670761356674567988?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/670761356674567988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/670761356674567988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/05/ser-e-bom-tempo-edward-hopper-morning.html' title='ser e (bom) tempo'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5475133156058586971.post-1980518412539141102</id><published>2007-05-24T16:36:00.000+02:00</published><updated>2007-10-24T23:24:14.120+02:00</updated><title type='text'>prazer adiado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir beber um mau café, a um sítio que se odeia, e sair de lá com um gosto amargo-açúcar na boca. Tudo só para &lt;em&gt;ir beber café.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Representar na vida um qualquer personagem, receber as vaias dos outros, e ter dificuldades em largar a máscara.&lt;br /&gt;Tudo só para &lt;em&gt;ir vivendo&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5475133156058586971-1980518412539141102?l=omododeser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1980518412539141102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5475133156058586971/posts/default/1980518412539141102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omododeser.blogspot.com/2007/05/prazer-adiado.html' title='prazer adiado'/><author><name>deuulgarieloquentia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08298381986379808016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
